Líder do PCC e outros dois são presos por ordenar morte de ex-delegado-geral em SP
A Polícia Civil de São Paulo prendeu três suspeitos, incluindo um líder de alta patente do Primeiro Comando da Capital (PCC), Fernando Alberto Ribeiro Teixeira (vulgo Azul ou Careca), por ordenar o assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes. Fontes foi morto em setembro de 2023, em Praia Grande, e o crime é atribuído a uma vingança do PCC devido à sua atuação de duas décadas contra a facção criminosa.
Tucupi

Destaque
A Polícia Civil de São Paulo anunciou recentemente a prisão de três indivíduos suspeitos de serem os mandantes do assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em 15 de setembro de 2023, em Praia Grande, na Baixada Santista. Esta importante operação representa um avanço significativo nas investigações de um crime que chocou o país e mobilizou as forças de segurança. Entre os detidos de maior relevância está Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul ou Careca, apontado pelas autoridades como um dos líderes de alta patente do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores e mais perigosas organizações criminosas do Brasil, com ramificações e influência que se estendem por diversas regiões do território nacional, incluindo o Norte do país, o que reforça a complexidade do caso e a capilaridade da facção criminosa.
Além de Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, as autoridades também efetuaram as prisões de Marcio Serapião de Oliveira, conhecido como Velhote, e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, apelidado de Manezinho ou Manoelzinho. Ambos são igualmente apontados como integrantes da facção criminosa e estão sendo investigados por fornecer apoio estratégico, logístico e operacional crucial para a execução do atentado contra o ex-delegado-geral. As minuciosa investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) revelam que o planejamento para eliminar Ferraz Fontes teria sido articulado em um bar na cidade de Mongaguá, também localizada no litoral paulista. Evidências sugerem ainda que o ex-delegado vinha sendo monitorado de perto pelos membros do PCC nos três meses que antecederam sua trágica morte, em uma operação de vigilância meticulosamente planejada pela organização criminosa.
A principal linha de investigação aponta que a execução foi uma retaliação do alto escalão do PCC, motivada pelas extensas e bem-sucedidas ações de Ferraz Fontes contra a facção ao longo das últimas duas décadas. Em 2006, por exemplo, ele foi fundamental para indiciar toda a cúpula do PCC, incluindo o notório líder Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. Ferraz Fontes também era delegado-geral em 2019, quando Marcola foi transferido para um presídio federal. Essa histórica atuação o tornou um alvo prioritário para a organização, que, segundo especialistas, busca demonstrar força através de ações violentas e de alto impacto.
A operação que culminou nas prisões se baseou em uma minuciosa coleta de provas, incluindo impressões digitais encontradas em veículos utilizados no crime, dados extraídos de aparelhos eletrônicos apreendidos, análise de movimentações financeiras suspeitas e o mapeamento de vínculos entre os investigados, além de denúncias anônimas. A prisão de figuras de liderança do PCC, mesmo em São Paulo, tem potencial para gerar reflexos nas operações e na hierarquia da facção em todo o território nacional, incluindo regiões estratégicas como o Amazonas e Manaus, onde a presença do crime organizado está intrinsecamente ligada a rotas de tráfico e controle territorial.
Fonte: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/lider-do-pcc-e-mais-2-sao-presos-por-ordenar-morte-de-ex-delegado-geral/
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