Senador Flávio Bolsonaro critica STF e alega 'blindagem' no Senado para Alexandre de Moraes
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teceu críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e alegou a existência de uma 'blindagem' no Senado Federal em favor do ministro Alexandre de Moraes. As declarações foram feitas durante a votação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) que rejeitou a PEC das Prerrogativas, momento em que o senador também criticou o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, e a denúncia contra seu irmão, Eduardo Bolsonaro.
Tucupi

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) expressou duras críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando a existência de uma "blindagem" no Senado Federal para proteger o ministro Alexandre de Moraes de investigações ou sanções. As declarações de forte teor político e caráter controverso ocorreram durante a votação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira, 24 de setembro de 2025, ocasião em que foi rejeitada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) conhecida como "PEC das Prerrogativas" ou "PEC da Blindagem". Conforme reportagem do R7, o parlamentar aproveitou a oportunidade para questionar veementemente os processos judiciais envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e as investigações contra seu irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, acendendo um intenso debate sobre a separação e a complexa relação entre os Poderes da República, gerando grande repercussão no cenário político nacional.
Em seu inflamado discurso na CCJ, o senador Flávio Bolsonaro não poupou palavras ao afirmar que, no contexto brasileiro, "a própria vítima instaura um processo, determina cautelares, manda quebrar sigilo, censura, bloqueia bens, ele mesmo julga e condena", em uma clara alusão às ações do STF. Ele prosseguiu, ironizando a retórica de defesa do Estado Democrático de Direito, apontando como supostamente "normal" a situação de "um ex-presidente da República ser julgado por cinco ministros, sendo que três são seus inimigos publicamente declarados". As críticas foram além, estendendo-se à conduta de um ministro do Supremo que, em transmissão ao vivo, teria antecipadamente declarado um projeto de lei inconstitucional sem sequer conhecer seu texto, um ato que o senador classificou como "uma ameaça à autonomia desse parlamento" e um sinal preocupante para a harmonia entre os Poderes.
Flávio Bolsonaro também trouxe à discussão o caso de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que enfrenta uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposta atuação no exterior em prol da aplicação de sanções contra o Brasil. O senador questionou a lógica de um sistema onde, em vez de investigar os "abusos de Alexandre de Moraes", o próprio "suposto ofendido instaura o processo e o denunciante vira investigado", sublinhando o que ele considera uma inversão de papéis e uma falha grave do sistema judicial. Ele reiterou a grave acusação de que "Alexandre de Moraes cometeu vários crimes, vários crimes de responsabilidade, expressos da lei 1.079", enfatizando que, apesar dessas alegações, "há uma blindagem aqui nesse Senado para que nada aconteça" ao ministro, conforme publicado pelo portal R7, o que, para o senador, revela um preocupante esquema de proteção a certas autoridades.
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