Assassinato de ex-delegado-geral de SP pode ser retaliação por prisões de assaltantes de banco, diz secretário
A polícia de São Paulo investiga o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em setembro do ano passado em Praia Grande, como uma possível retaliação por prisões realizadas por ele ao longo de sua carreira policial, especialmente contra assaltantes de banco. Nesta terça-feira (13), três suspeitos com histórico criminal ligado a roubos a banco e apontados como membros do PCC foram presos. Outros dois suspeitos, incluindo um integrante da cúpula do PCC, permanecem foragidos. O Ministério Público já denunciou oito pessoas pelo crime, investigado pelo Gaeco.
Tucupi

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O assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em setembro do ano passado em Praia Grande, litoral paulista, está sendo investigado como uma possível retaliação por prisões de assaltantes de banco que ele efetuou durante sua carreira. A informação foi divulgada pelo secretário estadual de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, que expressou sua convicção sobre a motivação do crime. Segundo a polícia, Ruy Ferraz foi por muitos anos responsável pela investigação e prevenção desse tipo de crime no estado, o que teria gerado "mágoa" entre os criminosos que tiveram contato direto com ele quando foram presos. A principal hipótese é que o crime seja uma resposta direta a essas ações passadas, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/assassinato-de-ruy-ferraz-foi-retaliacao-por-prisoes-de-assaltantes-de-banco-diz-secretario/).
Nesta terça-feira (13), a investigação avançou com a prisão de três suspeitos – Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, 48 (conhecido como Azul ou Careca), Marcio Serapião de Oliveira, 52 (o Velhote), e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira (Manezinho ou Manoelzinho) – que teriam participado do apoio logístico e da intermediação das ordens de assassinato. Todos eles possuem histórico criminal relacionado a assaltos a bancos e são apontados pelas autoridades como membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Além dos presos, a polícia busca outros dois foragidos, sendo um deles Pedro Luiz da Silva Moraes, 54, supostamente integrante da Sintonia Final, a cúpula do PCC, e apontado como tendo participação direta na ordem para o homicídio. A comprovação definitiva dessa hipótese aguarda a análise de aparelhos eletrônicos dos suspeitos, como celulares e computadores, conforme ressaltou o diretor do Deic, delegado Ronaldo Sayeg.
Ruy Ferraz Fontes foi vítima de uma emboscada fatal, sendo morto com tiros de fuzil enquanto estava em Praia Grande. Na época do crime, ele ocupava o cargo de secretário municipal de Administração da cidade. A denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo indica que o assassinato foi diretamente ordenado pela cúpula do PCC, e o caso tem sido investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Ao todo, oito pessoas já foram denunciadas por envolvimento no crime. Destas, sete são acusadas de homicídio qualificado, porte ilegal de arma de uso restrito e tentativa de homicídio de duas vítimas que estavam na rua no momento dos disparos, atingidas acidentalmente. A oitava denunciada responde por favorecimento, acusada de transportar um fuzil para um dos envolvidos no ataque. Quatro indivíduos que chegaram a ser presos durante as investigações preliminares, contudo, não foram incluídos na denúncia final e não estão entre os detidos desta terça-feira.
Fonte: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/assassinato-de-ruy-ferraz-foi-retaliacao-por-prisoes-de-assaltantes-de-banco-diz-secretario/
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