Delegada recém-empossada é presa em SP por suspeita de ligação com PCC e tráfico no Norte do país
Uma delegada recém-empossada em São Paulo, Layla Lima Ayub, foi presa sob suspeita de ter sido cooptada pelo Primeiro Comando do Capital (PCC) enquanto atuava como advogada em presídios no Pará. As investigações indicam que ela continuou a advogar para membros da facção mesmo após assumir o cargo de delegada e é investigada por organização criminosa e lavagem de dinheiro, juntamente com seu namorado, apontado como líder do PCC no tráfico de armas e drogas em Roraima.
Tucupi
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Destaque
Uma operação deflagrada pelo Ministério Público na última sexta-feira (16) culminou na prisão da recém-empossada delegada da Polícia Civil de São Paulo, Layla Lima Ayub. Ela é suspeita de ter sido cooptada pelo Primeiro Comando do Capital (PCC) durante seu período como advogada em presídios no Pará. A prisão temporária, com duração de 30 dias, ocorreu menos de um mês após sua posse oficial no cargo em São Paulo, gerando questionamentos sobre a segurança das instituições estatais e a persistência da infiltração de organizações criminosas. Os detalhes desta grave acusação foram amplamente divulgados pelo portal g1 SP, disponível em https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/01/16/delegada-do-pcc-foi-cooptada-quando-era-advogada-em-presidios-no-para.ghtml, evidenciando a seriedade do caso.
As investigações do Ministério Público apontam que Layla Lima Ayub mantinha vínculos pessoais e profissionais com integrantes do PCC. Ela é acusada de ter exercido irregularmente a advocacia, atuando em audiências de custódia para defender presos ligados à facção, mesmo após já ter assumido a função de delegada. Tal prática é estritamente proibida pelo Estatuto da Advocacia e pelas normas estaduais que regem a conduta de delegados. Um ponto de preocupação regional é a conexão da delegada com seu namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, que é identificado pelas autoridades da Região Norte do país como um proeminente membro do PCC e um dos principais chefes do tráfico de armas e drogas em Roraima. Esta ligação direta com a liderança do tráfico em um estado fronteiriço ao Amazonas realça a preocupação com a capilaridade da facção e seus potenciais impactos na segurança pública e na economia ilícita da vasta região amazônica.
Além das prisões da delegada e de seu namorado, a operação incluiu o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão em São Paulo e no município de Marabá, no Pará, local onde Layla teria participado de uma audiência de custódia como advogada após sua posse. Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) suspeitam que a delegada utilizava sua posição para favorecer os interesses da facção, tendo acesso privilegiado a inquéritos e bancos de dados com informações restritas. As investigações também revelaram que Layla e seu parceiro teriam adquirido uma padaria em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, utilizando dinheiro de origem ilícita e o nome de um 'laranja' para ocultar a verdadeira propriedade, configurando crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. O secretário da Segurança Pública, delegado Osvaldo Nico Gonçalves, fez questão de frisar que a ação representa um compromisso em “cortar da própria carne”, combatendo a infiltração criminosa no Estado, conforme reportado pela fonte original.
Layla Lima Ayub tomou posse em dezembro de 2025 e estava em estágio probatório na Academia de Polícia quando as suspeitas vieram à tona. O promotor de Justiça Carlos Gaya esclareceu que, até o momento, a principal hipótese é que a cooptação tenha ocorrido durante o contato da delegada com líderes do PCC em presídios paraenses, sem indícios de que a facção tenha financiado sua carreira. Este caso sublinha a complexidade enfrentada pela segurança pública brasileira e a constante ameaça de organizações criminosas tentarem subverter as instituições estatais para seus próprios objetivos. O procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio Costa, reforçou essa preocupação, afirmando que o crime organizado tem buscado se infiltrar em carreiras públicas e estruturas de Estado, mas ressaltou a eficácia dos setores de inteligência paulistas na coibição dessas práticas ilícitas.
Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/01/16/delegada-do-pcc-foi-cooptada-quando-era-advogada-em-presidios-no-para.ghtml
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