Delegada e Líder do PCC no Norte São Presos em SP por Lavagem de Dinheiro

Uma delegada da Polícia Civil de São Paulo e um líder do PCC, identificado como responsável pela expansão da facção no Norte do país, foram presos na capital paulista. Eles são acusados de usar uma padaria para lavar dinheiro, evidenciando laços criminosos e a resposta institucional contra o crime organizado, com implicações para a segurança regional, incluindo o Amazonas.

Tucupi

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Uma operação conjunta deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo resultou na prisão de Layla Lima Ayub, delegada da Polícia Civil de São Paulo, e de seu namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel. Este último é apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região Norte do país, uma informação que ressalta a relevância da ação para estados como o Amazonas, afetados pela atuação de facções criminosas. O casal é acusado de adquirir uma padaria no Jardim Itapemirim, zona leste da capital paulista, com o objetivo de lavar dinheiro, revelando uma intrincada teia de corrupção e crime organizado, conforme noticiado pela CNN Brasil. As investigações apontam que a delegada Layla Ayub, empossada em dezembro de 2025, mantinha vínculos pessoais e profissionais com integrantes do PCC, chegando a atuar como advogada em audiências de custódia para membros da facção julgados por tráfico e associação criminosa. A aquisição da padaria, avaliada em R$ 40 mil, era o mecanismo para a lavagem de capitais ilícitos. Já Dedel, o namorado de Layla, estava em liberdade condicional e descumpriu as medidas impostas ao se mudar para São Paulo para viver com a delegada, sendo peça-chave na estratégia de expansão do PCC no Norte do Brasil. A Operação Serpens, que culminou nas prisões, também contou com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Pará, reforçando a dimensão regional do combate a esses crimes. O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, enfatizou a postura intransigente das autoridades diante de desvios de conduta dentro de suas próprias fileiras, declarando que “essa ação mostra que a gente não hesita em cortar na própria carne”. A fala sublinha o compromisso institucional de coibir a infiltração criminosa nas forças de segurança, um passo crucial para a integridade das instituições e para a segurança pública em todo o território nacional. Além dos mandados de prisão contra o casal, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo e Marabá, no Pará, demonstrando a amplitude da investigação contra o crime organizado, cujas ramificações impactam diretamente a estabilidade e a economia dos estados da Região Norte, incluindo o Amazonas. A CNN Brasil segue tentando localizar a defesa da delegada, mantendo o espaço aberto para manifestações.

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