Justiça do Rio determina inclusão de ex-CEO da Hurb na lista de procurados da Interpol
A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a Polícia Federal inclua o nome de João Ricardo Rangel Mendes, fundador e ex-CEO da Hurb, na lista de procurados da Interpol. Mendes está foragido desde 7 de janeiro, após ser alvo de um mandado de prisão preventiva por usar documento falso e tentar fugir. Ele já cumpria medidas cautelares por furto de obras de arte e as violou, levando à decisão judicial. A Justiça considera que o ex-CEO possui meios para fugir do país e que sua liberdade representa risco à ordem pública.
Tucupi

Destaque
A Justiça do Rio de Janeiro deu um passo significativo na busca pelo fundador e ex-CEO da Hurb, João Ricardo Rangel Mendes, ao determinar que a Polícia Federal o inclua na lista de procurados da Interpol, a Polícia Internacional. A decisão, proferida pelo juiz André Felipe Veras de Oliveira da 32ª Vara Criminal do Rio de Janeiro na última segunda-feira (12), eleva o patamar da perseguição ao empresário, que se encontra foragido desde o dia 7 de janeiro. A inclusão na difusão vermelha da Interpol é um mecanismo crucial de cooperação internacional, visando localizar e prender indivíduos que buscam evadir-se da Justiça brasileira, reforçando a seriedade do caso que envolve o ex-diretor de uma das maiores empresas de turismo do país, com potencial para reverberar na confiança dos consumidores e operações em todo o território nacional. As informações foram originalmente publicadas pelo Jornal de Brasília.
Mendes passou a ser alvo de um mandado de prisão preventiva após um incidente no Aeroporto Regional de Jericoacoara, em Cruz (CE), onde foi detido e posteriormente liberado por tentar embarcar em um voo para Guarulhos (SP) utilizando um documento falso. Este evento foi o estopim para a decisão judicial, uma vez que o ex-CEO já estava sob medidas cautelares decorrentes de um caso anterior, no qual é acusado de furtar obras de arte de um hotel e de um escritório na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense. A condição primordial para sua liberdade provisória era justamente a de não cometer novos crimes, determinação que foi claramente descumprida com a tentativa de uso de documento falso. O magistrado responsável pelo caso enfatizou na decisão, expedida no dia 7, que “tornou-se evidente que a manutenção da liberdade do acusado gera risco concreto à ordem pública, fato que justifica o seu retorno ao cárcere”, indicando a gravidade das infrações cometidas.
A inclusão de Mendes na lista de procurados internacionais reflete a preocupação do judiciário com a possibilidade de sua fuga para o exterior. O juiz não considerou “inimaginável que [o ex-CEO] reúna condições materiais suficientes para sustentar eventual fuga sua para o exterior (se é que já não o fez)”, dado o seu histórico e recursos. Além disso, o empresário já estava proibido de sair do Brasil e de expedir passagens em seu nome, medidas que, segundo relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, ele vinha descumprindo reiteradamente, chegando a manter a tornozeleira eletrônica descarregada por períodos de até 27 horas. Essa série de violações demonstra uma clara falta de respeito às determinações judiciais, intensificando a necessidade de uma ação mais incisiva por parte das autoridades para garantir o cumprimento da lei, como relatado pelo Jornal de Brasília.
O processo penal ao qual Mendes responde no Ministério Público do Rio de Janeiro detalha o furto de bens avaliados em mais de R$ 120 mil, incluindo quadros, uma escultura, carteiras Mont Blanc e cartões de crédito. Os crimes teriam ocorrido em uma madrugada e manhã, com o ex-CEO se passando por entregador para invadir um hotel e por eletricista para entrar em um escritório de arquitetura em um shopping de luxo. Ele foi preso em 25 de abril, em uma cobertura na Barra da Tijuca, onde parte dos bens foi recuperada. A defesa de Mendes, por sua vez, já apresentou dois habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro solicitando a revogação da prisão preventiva, sem obter sucesso, e alega que o empresário enfrenta problemas psiquiátricos, o que levou à instauração de um incidente de insanidade mental para avaliação pericial de seu quadro clínico.
Fonte: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/justica-do-rio-manda-pf-incluir-ex-ceo-da-hurb-na-lista-da-interpol/
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