Câmara promete tramitação célere para Acordo Mercosul-UE e projeta impacto econômico para o Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que dará tramitação rápida ao acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O pacto, assinado no Paraguai, cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo e, segundo estudo do Ipea, deve gerar um impacto positivo no PIB brasileiro, além de impulsionar investimentos, exportações e importações. O presidente Lula esteve ausente da cerimônia de assinatura, sendo representado pelo ministro Mauro Vieira.
Tucupi

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), utilizou suas redes sociais para anunciar o compromisso de dar celeridade máxima à tramitação do recém-firmado acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Para que o tratado entre em vigor e comece a gerar os frutos esperados, é essencial que seja chancelado pelos parlamentares dos países envolvidos. A declaração de Motta sublinha a importância estratégica do pacto, que ele descreveu como um catalisador para mais crescimento econômico, geração de renda, oportunidades de emprego, atração de investimentos e intensificação da troca de novas tecnologias. A agilidade prometida na Câmara visa assegurar que o Brasil possa rapidamente capitalizar os benefícios dessa integração comercial.
O acordo histórico, negociado por 26 anos desde 1999, foi finalmente assinado neste sábado (17) em Assunção, no Paraguai. Esta iniciativa diplomática sem precedentes visa integrar um mercado colossal de 720 milhões de pessoas, somando um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de US$ 22 trilhões, consolidando-se como uma das maiores áreas de livre comércio do planeta. A cerimônia contou com a presença de todos os presidentes do Mercosul, à exceção do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que havia tido um encontro bilateral com a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, no Rio de Janeiro na véspera. O Brasil foi representado pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, enquanto a União Europeia teve a presença de Ursula Von der Leyen e António Costa, presidente do Conselho Europeu, selando formalmente o tratado.
As projeções econômicas para o Brasil, conforme estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), são bastante otimistas. O país está posicionado para ser o principal beneficiário do acordo comercial, com um impacto positivo estimado em 0,46% em seu PIB até 2040, o que representa um acréscimo de aproximadamente US$ 9,3 bilhões. A pesquisa aponta ainda que, em um período de 15 anos, os investimentos no Brasil poderiam subir 1,5%, enquanto as exportações e importações experimentariam um crescimento de 3% cada. Essas cifras demonstram o potencial transformador do acordo na balança comercial brasileira e na atração de capital estrangeiro, com reflexos esperados em diversas cadeias produtivas nacionais, incluindo as regiões estratégicas como o Amazonas.
O tratado prevê a eliminação progressiva de tarifas em larga escala. O Mercosul se compromete a eliminar tarifas sobre 91% das exportações da UE ao longo de 15 anos, enquanto os europeus farão o mesmo para 92% das exportações do Mercosul em um período de até dez anos. Essa assimetria temporal na liberalização tarifária busca equilibrar os interesses das partes, facilitando o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu e vice-versa. A expectativa é que essa redução de barreiras burocráticas e fiscais não apenas potencialize as trocas comerciais, mas também estimule a cooperação e a inovação, fortalecendo os laços diplomáticos e econômicos entre os blocos. A celeridade na tramitação prometida pela Câmara, conforme noticiado pela CNN Brasil (https://www.cnnbrasil.com.br/politica/apos-assinatura-de-acordo-mercosul-ue-hugo-promete-tramitacao-rapida/), é vista como crucial para concretizar esses ganhos.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/apos-assinatura-de-acordo-mercosul-ue-hugo-promete-tramitacao-rapida/
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