Anvisa proíbe e recolhe cosméticos irregulares de duas marcas em todo o Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição e o recolhimento de produtos cosméticos de duas marcas, Adah Beauty e RS de Vargas Cosméticos, devido a irregularidades como indicação terapêutica indevida e falta de registro sanitário, com medidas publicadas no Diário Oficial da União em janeiro de 2026.
Tucupi

Destaque
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou suas ações fiscalizatórias no mercado de cosméticos, determinando a proibição e o recolhimento de uma série de produtos irregulares de duas marcas específicas: Adah Beauty e RS de Vargas Cosméticos. Essa rigorosa medida, formalizada e publicada no Diário Oficial da União em 8 de janeiro de 2026, reflete o compromisso contínuo da agência com a proteção da saúde pública e a garantia de que somente itens seguros e em conformidade com as normas sanitárias sejam comercializados. A decisão abrange todo o território nacional, impactando diretamente estados como o Amazonas e sua capital, Manaus, onde a venda e o uso desses cosméticos serão igualmente vedados, sublinhando a importância da vigilância regulatória para a segurança dos consumidores em todas as regiões do país.
Um dos alvos da fiscalização foi o Sérum Facial Uniformizador Txa, da marca Adah Beauty, fabricado pela HF Indústria e Comércio de Cosméticos LTDA. A Anvisa determinou a proibição e o recolhimento de todos os lotes deste produto. A principal irregularidade identificada foi uma regularização incorreta por parte da empresa, que atribuía ao cosmético uma indicação terapêutica que não é permitida para este tipo de produto, induzindo o consumidor a uma expectativa de tratamento medicinal que cosméticos não podem legalmente oferecer. Tais práticas são consideradas um risco, pois podem levar os usuários a utilizarem o produto de forma inadequada ou a negligenciarem tratamentos médicos específicos, confiando em um efeito terapêutico inexistente para a categoria cosmética.
Paralelamente, a agência sanitária interditou quatro linhas completas de produtos da RS de Vargas Cosméticos, principalmente pela crucial falta de registro sanitário. Este registro é um pré-requisito fundamental para a fabricação, importação, comercialização e distribuição de qualquer produto sujeito à vigilância sanitária no Brasil, assegurando que o item passou por avaliação de segurança e eficácia. A proibição imposta pela Anvisa abrange, de forma integral, a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e o uso dos seguintes produtos: Realinhamento dos Fios Maxx Liss – Legemaxx Professional; Realinhamento dos Fios Perfecta Liss – Legemaxx Professional; Power Whey – Helen Zamprogno Beauty Hair; e Retexturizador Capilar Biotina Supreme Evolution – Eliete Vacari Cosméticos Profissionais.
As decisões da Anvisa, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/saude/anvisa-proibe-cosmeticos-irregulares-de-duas-marcas/), ressaltam o compromisso contínuo da agência com a fiscalização do setor de saúde e beleza, garantindo que apenas produtos que cumprem as normativas sejam acessíveis à população. A imposição dessas proibições serve como um alerta tanto para fabricantes, que devem seguir rigorosamente as diretrizes regulatórias, quanto para consumidores, que são encorajados a verificar a procedência e a regularidade dos produtos antes da compra e uso. A ampla divulgação dessas medidas é essencial para informar o público e assegurar o cumprimento das determinações em todo o país, protegendo a saúde e a segurança dos cidadãos.
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