João Campos defende permanência de Alckmin como vice de Lula; MDB negocia e senador Eduardo Braga participa das discussões
O presidente do PSB e prefeito do Recife, João Campos, defendeu junto ao presidente Lula (PT) a permanência de Geraldo Alckmin como vice na chapa presidencial para a eleição de 2026. Contudo, Lula avalia oferecer a vaga ao MDB para ampliar sua base aliada, tendo discutido essa possibilidade com senadores, incluindo Eduardo Braga (MDB-AM), o que indica um impacto direto na política nacional e no Amazonas.
Tucupi

Destaque
O cenário político nacional para as eleições de 2026 começa a se desenhar com intensas articulações em torno da vice-presidência na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). João Campos, presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, reafirmou publicamente ao mandatário o desejo de seu partido de manter o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin, na posição, classificando a questão como uma prioridade para a legenda. A declaração de Campos, feita a jornalistas após um encontro com Lula no Palácio do Planalto, conforme reportado pela Folha de S.Paulo, destaca a importância da continuidade da aliança que levou a chapa à vitória em 2022.
Contrariando, ou ao menos avaliando alternativas, o presidente Lula tem explorado a possibilidade de ceder a vaga de vice ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) como uma estratégia para robustecer sua coalizão eleitoral. Essa movimentação visa atrair um partido com significativa representatividade nacional, que, em grande parte, ainda se mantém distante do governo. As negociações já avançaram a ponto de Lula ter discutido o assunto com importantes senadores do MDB, como Renan Calheiros (MDB-AL) e, notavelmente, Eduardo Braga (MDB-AM). A participação de Braga nessas conversas de alto nível indica uma relevância direta para o cenário político do Amazonas e de Manaus, uma vez que o senador representa o estado e sua atuação em articulações nacionais pode influenciar diretamente a dinâmica política e a representatividade da região no próximo pleito presidencial, segundo a Folha de S.Paulo.
Apesar dos acenos ao MDB, Lula tem feito gestos de apreço a Alckmin. Em eventos recentes, o presidente elogiou publicamente o vice, ressaltando sua importância e afirmando ter "sorte" com seus vices. Tais declarações, contudo, são interpretadas por alguns setores do MDB como um "ok" para que avancem na articulação de uma maioria pró-aliança dentro do partido, enquanto outros ainda aguardam gestos mais contundentes. Entre os nomes emedebistas cotados para a vice-presidência, caso a troca se concretize, estão o ministro dos Transportes, Renan Filho, o governador do Pará, Helder Barbalho, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, embora esta última seja especulada para uma possível candidatura ao Senado por São Paulo, considerando o apoio do MDB paulista ao governador Tarcísio de Freitas.
A complexidade dessa teia de alianças e desdobramentos sublinha a intensidade das negociações nos bastidores da política federal. A manutenção de Alckmin, a adesão do MDB e a escolha de um vice são peças cruciais no tabuleiro eleitoral que visam não apenas garantir a reeleição de Lula, mas também isolar potenciais adversários, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O futuro da composição da chapa presidencial segue incerto, com um constante jogo de forças e estratégias partidárias em andamento, elementos que serão decisivos para a governabilidade e representatividade política dos estados, incluindo o Amazonas, nos próximos anos, como detalhado pela Folha de S.Paulo.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/joao-campos-defende-a-lula-permanencia-de-alckmin-e-psb-como-vice-na-chapa.shtml
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