Lula Veta Emendas, Mas Acordo Garante R$ 19 Bilhões ao Congresso Antes das Eleições
O presidente Lula sancionou o Orçamento de 2024, vetando R$ 392,8 milhões em emendas parlamentares, mas firmou um acordo para liberar no mínimo R$ 19 bilhões em recursos indicados por deputados e senadores antes das eleições. A decisão visa garantir apoio do Congresso e oferecer flexibilidade ao governo para gastos, apesar dos cortes feitos pelos parlamentares em despesas obrigatórias.
Tucupi
Destaque
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o Orçamento de 2024 na noite da última quarta-feira, 14, com um veto de R$ 392,8 milhões em emendas parlamentares, conforme noticiado pelo Estadão (https://www.estadao.com.br/economia/lula-veta-r-400-milhoes-em-emendas-mas-acordo-fara-governo-pagar-r-19-bilhoes-antes-das-eleicoes/). Contudo, esta medida veio acompanhada de um acordo crucial com o Congresso Nacional que garantirá o pagamento de, no mínimo, R$ 19 bilhões em recursos provenientes de indicações de deputados e senadores antes das eleições. A dinâmica revela uma negociação complexa entre o Executivo e o Legislativo, onde a necessidade de governabilidade se entrelaça com as demandas dos parlamentares por recursos em seus redutos eleitorais, refletindo diretamente nas capacidades de investimento e desenvolvimento regional.
A aprovação do Orçamento, que apresenta um superávit de R$ 34,5 bilhões, não foi isenta de controvérsias. Os parlamentares promoveram cortes significativos em despesas obrigatórias, verbas de manutenção de ministérios e programas federais estratégicos como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Pé-de-Meia e Auxílio Gás. Tais cortes tiveram o objetivo explícito de inflar as emendas parlamentares e, em particular, o fundo eleitoral. Das emendas aprovadas, R$ 49,9 bilhões são recursos carimbados sob controle direto do parlamento, enquanto outros R$ 12 bilhões, oriundos de comissões e bancadas, foram alocados sob o guarda-chuva dos ministérios, mas com grande potencial de serem barganhados para atender a indicações do Congresso, um método que, segundo a reportagem, tem sido utilizado nos últimos anos sem a devida transparência.
O governo Lula, ao vetar as emendas adicionais de R$ 392,8 milhões e se comprometer a bloquear e remanejar outra parcela de recursos, conseguiu eliminar R$ 11 bilhões de emendas extras. Essa estratégia visa recompor cortes feitos pelo Congresso em despesas obrigatórias, como os R$ 6,2 bilhões na Previdência Social, e ao mesmo tempo evitar a derrubada total dos vetos por parte dos parlamentares. O compromisso de pagar R$ 19 bilhões no primeiro semestre, antes das eleições, baseia-se na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e inclui 65% das emendas Pix e as destinadas a fundos de saúde e assistência social, totalizando quase R$ 13 bilhões. Um acordo informal eleva esse montante mínimo a R$ 19 bilhões, assegurando o fluxo de recursos que terão impacto direto nas agendas políticas regionais e locais com o apoio das bancadas estaduais.
Fonte: https://www.estadao.com.br/economia/lula-veta-r-400-milhoes-em-emendas-mas-acordo-fara-governo-pagar-r-19-bilhoes-antes-das-eleicoes/
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