Câmara aprova restrições a sócios e venda de créditos em Empresas Simples de Crédito

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou alterações na Lei da Empresa Simples de Crédito (ESC). As mudanças visam reforçar a proibição de um mesmo indivíduo ser sócio de múltiplas ESCs e autorizar a venda de carteiras de crédito para securitização, aumentando a liquidez dessas empresas. O objetivo é facilitar o acesso a empréstimos e financiamentos para microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas (MPEs), que enfrentam barreiras no sistema financeiro tradicional. A proposta ainda será analisada por outras comissões antes de seguir para o Plenário.

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Destaque
A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados deu um passo significativo esta semana ao aprovar um substitutivo que altera a Lei Complementar 167/2019, conhecida como a Lei da Empresa Simples de Crédito (ESC). Esta movimentação legislativa, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/politica-e-poder/camara-aprova-restricoes-a-socios-e-venda-de-creditos-em-escs/), visa aprimorar o marco regulatório das ESCs, que foram instituídas em 2019 com o propósito de democratizar o acesso a crédito para microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas (MPEs), oferecendo uma alternativa ao consolidado sistema bancário. A medida busca, essencialmente, ampliar a liquidez dessas instituições financeiras e garantir maior transparência e controle sobre sua operação, fatores cruciais para a expansão e sustentabilidade do modelo em todo o território nacional. Entre as principais modificações propostas, destaca-se a rigorosa proibição de que uma mesma pessoa física ou jurídica participe da constituição ou seja sócia de mais de uma Empresa Simples de Crédito, independentemente de sua localização ou tipo societário. Essa restrição é um esforço para prevenir a formação de conglomerados e assegurar a natureza descentralizada e local das ESCs, conforme sua concepção original. Adicionalmente, o texto aprovado autoriza expressamente que essas empresas vendam suas carteiras de contratos de empréstimo para companhias securitizadoras, um mecanismo que injeta recursos novos nas ESCs, permitindo-lhes conceder novos créditos sem a necessidade de aguardar o pagamento integral dos empréstimos já concedidos. O relator da proposta, deputado Padovani (União-PR), ressaltou a importância das Empresas Simples de Crédito como um instrumento vital para superar as dificuldades de acesso a financiamentos e reduzir as taxas de juros que frequentemente oneram MEIs e MPEs no Brasil. Essas empresas, que operam exclusivamente com capital próprio, desempenham um papel crucial no fomento à economia local, alcançando empreendedores que muitas vezes são preteridos pelo sistema financeiro tradicional. As mudanças aprovadas, portanto, buscam fortalecer essa capacidade de atuação e expandir seu alcance, o que pode gerar reflexos positivos diretos em regiões como o Amazonas e sua capital, Manaus, onde o empreendedorismo de micro e pequeno porte é um pilar econômico fundamental. É importante notar que, apesar da aprovação na Comissão de Desenvolvimento Econômico, o Projeto de Lei Complementar 151/2019 e os projetos apensados ainda necessitam ser submetidos à análise de outras importantes comissões da Câmara dos Deputados, incluindo as de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Somente após a aprovação nestas instâncias, o texto seguirá para votação no Plenário da Câmara, e, se aprovado, para o Senado Federal. Este processo legislativo assegura um debate aprofundado sobre as implicações das alterações, garantindo que as futuras regras beneficiem efetivamente o setor produtivo e os pequenos negócios em todo o país. Fonte: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/politica-e-poder/camara-aprova-restricoes-a-socios-e-venda-de-creditos-em-escs/

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