Justiça decreta prisão preventiva de comandante de lancha que naufragou em Manaus
A Justiça do Amazonas decretou a prisão preventiva de Pedro José da Silva Gama, comandante da lancha Lima de Abreu XV, que naufragou no Encontro das Águas, em Manaus. O acidente resultou em duas mortes confirmadas e sete pessoas desaparecidas. Gama havia sido preso em flagrante e liberado por fiança, mas agora deve retornar à prisão. A Marinha do Brasil também investiga as causas do naufrágio.
Tucupi

Destaque
A Justiça do Amazonas decretou, na noite do último sábado (14), a prisão preventiva do comandante Pedro José da Silva Gama, de 42 anos. Ele é o responsável pela lancha Lima de Abreu XV, embarcação que naufragou tragicamente na sexta-feira (13) no Encontro das Águas, região de Manaus. O acidente, que chocou a população local, resultou na confirmação de duas mortes e deixou um saldo alarmante de sete pessoas ainda desaparecidas, com esforços de busca e resgate em andamento pelas autoridades competentes. A decisão judicial ressalta a gravidade do ocorrido e a necessidade de responsabilização pelos fatos, em um caso que tem mobilizado a atenção da comunidade amazônica e levantado discussões sobre a segurança do transporte fluvial na região.
O naufrágio da lancha, que partiu de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte, aconteceu por volta das 12h30. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, um total de 71 pessoas foram resgatadas com vida após o incidente. No entanto, a tragédia se confirmou com a localização de dois corpos e a persistência do desaparecimento de outras sete vítimas, cujas famílias aguardam ansiosamente por notícias. Imagens capturadas no momento do acidente, amplamente divulgadas, mostram cenas dramáticas de passageiros, incluindo crianças, lutando para se manter à tona com o auxílio de botes salva-vidas e a ajuda de outras embarcações que passavam pela área, antes da chegada das equipes de socorro oficiais, evidenciando o caos e o desespero vividos pelos envolvidos.
A determinação de prisão preventiva foi assinada pela juíza Eline Paixão e Silva Gurgel do Amaral Pinto, durante o plantão criminal da Comarca de Manaus. O processo, que corre sob segredo de justiça, fundamenta a medida na necessidade de garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal, conforme os artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal. Pedro Gama já havia sido detido em flagrante logo após o acidente, na própria sexta-feira, mas havia sido liberado no sábado pela manhã, mediante o pagamento de fiança. Com esta nova decisão, o comandante deverá retornar à custódia, reforçando o rigor das investigações sobre o caso e a postura da Justiça em face de acidentes com múltiplas vítimas e questões de segurança pública.
Além da esfera criminal, a Marinha do Brasil, por intermédio do 9º Distrito Naval, instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN). Este inquérito tem como objetivo primordial apurar detalhadamente as causas do naufrágio e identificar eventuais responsabilidades técnicas envolvidas no incidente. No Porto de Manaus, o comandante foi recebido com revolta por familiares das vítimas e sobreviventes, exigindo escolta policial para sua segurança, o que demonstra a indignação pública. A defesa de Pedro Gama, por sua vez, informou que aguarda o avanço das investigações para se manifestar oficialmente nos autos do processo, conforme apurado pelo portal CM7 Brasil. As circunstâncias que levaram ao trágico acidente continuam sob rigorosa investigação das autoridades para desvendar todos os detalhes e assegurar a justiça.
Fonte: https://www.cm7brasil.com/noticias/policia/justica-decreta-prisao-preventiva-de-comandante-de-lancha-que-naufragou-no-encontro-das-aguas/
Comentários
Deixe seu comentário
Seja o primeiro a comentar!
