Ministério da Saúde decide não incorporar vacina de herpes zóster ao SUS por alto custo
O Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina contra herpes zóster ao SUS devido ao alto custo e impacto orçamentário insustentável, conforme relatório da Conitec. A vacina é destinada a idosos acima de 80 anos e imunocomprometidos acima de 18 anos. A decisão pode ser revista caso novos fatos sejam apresentados.
Tucupi

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O Ministério da Saúde anunciou oficialmente sua decisão de não incorporar a vacina para a prevenção de herpes zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS). Essa relevante determinação institucional, publicada no Diário Oficial da União (DOU), surge após uma análise minuciosa conduzida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). A medida delineia diretamente o alcance dos serviços de saúde preventiva disponíveis em todo o Brasil, impactando inclusive a oferta de cuidados para os residentes do Amazonas e demais estados da federação, conforme informações veiculadas pela CNN Brasil.
De acordo com o detalhado relatório divulgado pela Conitec, a principal justificativa para a não incorporação da vacina reside nas preocupações acerca de seu elevado custo em relação ao impacto esperado no combate à doença. A vacina em questão, uma formulação recombinante adjuvada, é direcionada a populações particularmente vulneráveis: idosos com 80 anos ou mais e indivíduos imunocomprometidos a partir dos 18 anos. Essa avaliação econômica sublinha o constante desafio enfrentado pelos sistemas de saúde nacionais ao equilibrar a necessidade médica com a sustentabilidade orçamentária na integração de novas tecnologias.
O Comitê de Medicamentos da Conitec reconheceu a inegável importância da vacina na prevenção do herpes zóster, mas enfatizou a necessidade crítica de negociações adicionais de preço para alcançar um valor que garanta um impacto orçamentário sustentável para o SUS. As projeções financeiras apresentadas no relatório pintaram um cenário desafiador, indicando que a vacinação de cerca de 1,5 milhão de pacientes anualmente geraria custos próximos a R$ 1,2 bilhão por ano. Ao longo de um período de cinco anos, com a inclusão de 471 mil pacientes adicionais no quinto ano, o investimento total atingiria a expressiva cifra de R$ 5,2 bilhões, o que levou a vacina a ser considerada “não custo-efetiva” nas condições atuais.
Apesar dessa decisão inicial, a portaria do Ministério da Saúde, emitida nesta semana, mantém uma importante porta aberta para futuras considerações. O documento estipula que a questão poderá ser submetida a um novo processo de avaliação pela Conitec, desde que novos fatos ou circunstâncias substancialmente alteradas sejam apresentados, capazes de modificar o resultado da análise efetuada. O herpes zóster, popularmente conhecido como cobreiro, é causado pelo vírus varicela-zóster, o mesmo da catapora, e sua reativação geralmente afeta idosos ou pessoas com sistema imunológico enfraquecido, ressaltando a relevância da discussão em torno dessa decisão de saúde pública.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/ministerio-da-saude-decide-nao-incorporar-vacina-herpes-zoster-ao-sus/
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