Ministério da Saúde Implanta Unidades Indígenas no Piauí e RN, Ampliando Cobertura Nacional de Saúde
O Ministério da Saúde anuncia a construção das primeiras Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) no Piauí e Rio Grande do Norte, um investimento de R$ 2,1 milhões para beneficiar mais de 9 mil indígenas. Essa iniciativa histórica garante, pela primeira vez, a presença de serviços de saúde indígena em todos os 27 estados brasileiros, preenchendo lacunas onde não havia Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).
Tucupi

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O Ministério da Saúde anunciou um marco significativo na atenção à saúde indígena, com a construção das primeiras Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) nos estados do Piauí e Rio Grande do Norte. Esta iniciativa, que representa um investimento superior a R$ 2,1 milhões, contemplará cinco novas unidades e beneficiará mais de 9 mil indígenas, consolidando, pela primeira vez na história, a garantia de atendimento em todos os 27 estados brasileiros. As ordens de serviço serão formalmente assinadas pelo secretário de Atenção à Saúde Indígena, Weibe Tapeba, em cerimônias programadas para esta sexta-feira (16) em Piripiri (PI) e na próxima terça-feira (20) em João Câmara (RN), conforme reportado pelo Jornal de Brasília.
Esta implantação é de particular relevância, pois introduz estruturas de saúde indígena em estados que até então não possuíam Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), as unidades gestoras do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Para assegurar a viabilidade do atendimento e a coordenação das ações, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) realizou a estruturação dos DSEI Ceará e Potiguara, que agora serão responsáveis pela operacionalização dos serviços nos dois estados. No Piauí, quatro UBSI serão erguidas nas aldeias Serra Grande, Canto da Várzea, Sangue e Santa Teresa, enquanto no Rio Grande do Norte, a aldeia Amarelão será a localidade a receber uma unidade essencial para a comunidade, marcando um passo crucial na inclusão dessas populações.
O secretário Weibe Tapeba enfatizou a importância desta expansão, descrevendo-a como uma reparação histórica para povos indígenas que foram negligenciados em administrações anteriores. Ele salientou que esta ação representa a “consolidação da luta desses povos pelo direito a uma atenção à saúde indígena integral e diferenciada”, reafirmando o compromisso da Sesai em assegurar a implementação dos serviços em todo o território nacional. A medida não só fortalece o sistema de saúde em regiões carentes, mas também reforça o direito fundamental à saúde para estas populações, promovendo equidade e acesso à assistência específica e culturalmente sensível.
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destacam a diversidade e a presença indígena nesses estados. O Piauí é lar de aproximadamente 4,1 mil indígenas, englobando etnias como Tabajara, Caboclo Gamela, Kariri, Caboclo da Prata, Akroá Gamela, Guegué de Sangue e Tapuios, distribuídos em dez municípios. No Rio Grande do Norte, cerca de 5,4 mil indivíduos de etnias como Tapuia Paiacu, Tapuia Tarairiú, Potiguara e Caboclos do Açu vivem de forma tradicional. O planejamento para essa expansão teve início em 2024, com o cadastramento das famílias, seguido pela contratação de profissionais de saúde exclusivos em 2025, e a previsão de ações de logística e infraestrutura para 2026. Paralelamente, um Grupo de Trabalho para Reestruturação dos DSEI, criado em outubro de 2025, está ativamente discutindo critérios para futuras unidades, com base em aspectos territoriais, populacionais e epidemiológicos, visando uma cobertura ainda mais eficiente.
Fonte: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/saude/ministerio-da-saude-implanta-unidades-de-saude-indigena-no-piaui-e-rio-grande-do-norte/
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