FAB Avança com Testes do Gripen e Inicia Desenvolvimento de Drones Nacionais para Defesa Estratégica, com Relevância para o Amazonas
A Força Aérea Brasileira (FAB) concluiu com sucesso testes cruciais de ataque ao solo do caça Gripen F-39 E/F, incluindo o lançamento de bombas guiadas a laser, marcando o Brasil como pioneiro no uso desses armamentos com a aeronave. Paralelamente, a FAB assinou um protocolo de intenções com a Stella Tecnologia para o desenvolvimento nacional de Sistemas Aéreos Remotamente Pilotados (SARP) e drones kamikazes, visando autonomia em defesa e aprimoramento da capacidade de vigilância e combate. Tais decisões federais impactam a capacidade estratégica de defesa, com relevância para a segurança de regiões como a Amazônia.
Tucupi

Destaque
A Força Aérea Brasileira (FAB) alcançou um marco significativo em sua capacidade de defesa aérea e ataque ao solo com a conclusão bem-sucedida de rigorosos testes operacionais do caça F-39 Gripen E/F. O Brasil, agora o primeiro país a empregar o Gripen para lançar bombas Mk84 e bombas guiadas a laser com o sistema Lizard 500, demonstra um avanço estratégico na certificação de sua aeronave para missões complexas. Conforme reportado pelo Estadão (https://www.estadao.com.br/politica/marcelo-godoy/gripen-lanca-bombas-guiadas-a-laser-em-ataque-ao-solo-e-fab-vai-desenvolver-drones-kamikazes/), a Operação Thor, realizada em Maxaranguape (RN), monitorou a separação segura dos artefatos e a estabilidade do caça, ampliando consideravelmente a capacidade de dissuasão e resposta do país em seu entorno estratégico, incluindo a vasta região amazônica.
Paralelamente a esses avanços no uso de caças de ponta, a Aeronáutica Brasileira firmou um protocolo de intenções estratégico com a empresa Stella Tecnologia, visando ao desenvolvimento nacional de Sistemas Aéreos Remotamente Pilotados (SARP) e drones de dupla aplicação. Este esforço, que se estenderá por 60 meses, foca na criação de plataformas para inteligência, vigilância, reconhecimento (IVR), busca e salvamento, além de drones kamikazes capazes de lançar cargas explosivas. O objetivo primordial, segundo o comandante da FAB, tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, é assegurar a autonomia tecnológica do País, reduzindo a dependência de potências extrarregionais e priorizando soluções de propulsão e energéticas nacionais, um passo crucial para a soberania tecnológica do Brasil.
A aquisição e o aprimoramento dessas capacidades bélicas, tanto com o Gripen quanto com os futuros drones nacionais, representam uma significativa elevação da prontidão e eficácia das Forças Armadas brasileiras. Tais avanços, embora de caráter nacional, possuem implicações diretas e relevantes para a segurança e soberania de regiões estratégicas como a Amazônia. A capacidade de vigilância aprimorada, o combate aéreo e a interdição de atividades ilícitas, como garimpo ilegal, desmatamento e tráfico, tornam-se ferramentas ainda mais robustas à disposição das operações federais na vasta e complexa área amazônica. O foco em IVR e em drones de ataque oferece um novo patamar de resposta e controle territorial, essencial para a proteção ambiental e a segurança das fronteiras que compõem uma parte vital do bioma amazônico, reiterando o impacto regional das decisões de defesa nacional.
Essas iniciativas federais de investimento em tecnologia de defesa visam fortalecer a capacidade do Brasil de proteger seu território e seus recursos naturais. Para o Amazonas, em particular, que enfrenta desafios únicos de segurança e logística devido à sua extensão geográfica e à presença de ilícitos transnacionais, a modernização da FAB com o Gripen e o desenvolvimento de drones avançados representa um incremento vital na capacidade de patrulhamento, fiscalização e resposta rápida, contribuindo diretamente para a execução de políticas federais de segurança e desenvolvimento sustentável na região.
Fonte: https://www.estadao.com.br/politica/marcelo-godoy/gripen-lanca-bombas-guiadas-a-laser-em-ataque-ao-solo-e-fab-vai-desenvolver-drones-kamikazes/
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