Polícia brasileira utiliza fantasias em operações de Carnaval para combater o crime

A polícia de São Paulo e de outras grandes cidades brasileiras tem adotado uma estratégia de usar policiais à paisana com fantasias de personagens como 'Chaves' e 'Scooby-Doo' para se infiltrar em blocos de Carnaval. O objetivo é combater crimes como furtos, tráfico de drogas e venda de bebidas adulteradas, com diversas prisões já realizadas desde o pré-carnaval. As fantasias são escolhidas com base no perfil dos blocos e no conforto dos agentes, e a tática é complementada por monitoramento e reconhecimento facial. Esta abordagem de segurança pode ter reflexos e inspirar táticas em outras capitais brasileiras, incluindo Manaus, para grandes eventos públicos.

Tucupi

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Polícia brasileira utiliza fantasias em operações de Carnaval para combater o crime
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Destaque
A segurança pública nos grandes centros urbanos brasileiros tem intensificado e inovado suas estratégias de combate ao crime, especialmente durante o Carnaval, um período marcado por intensa movimentação de pessoas e grandes aglomerações. Uma abordagem notável, que tem se mostrado eficaz e voltou a ganhar visibilidade nas redes sociais nos últimos dias, vem da polícia de São Paulo. A corporação tem se destacado por empregar policiais à paisana, habilmente fantasiados, para se infiltrarem nos blocos de rua e assim coibirem a prática de delitos. Essa tática inusitada já resultou em prisões importantes relacionadas a crimes como furto, tráfico de drogas e a venda de bebidas adulteradas, conforme detalhado pelo Jornal de Brasília, que teve acesso a informações originalmente divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Investigadores têm sido vistos trajando fantasias de personagens icônicos como os da “Turma do Chaves” e da animação “Scooby-Doo”, misturando-se aos foliões com o objetivo de surpreender criminosos em flagrante. A escolha das fantasias não é aleatória; o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas operações, considera o perfil do bloco e a necessidade de que as vestimentas sejam confortáveis para os agentes. Essa estratégia não é exclusiva de São Paulo, sendo também empregada em outras capitais, como o Rio de Janeiro, que adota fantasias, e Salvador, onde policiais se disfarçam com trajes típicos de foliões, como abadás e bermudas. As equipes em São Paulo, geralmente compostas por seis a oito policiais disfarçados, priorizam blocos com histórico de roubos e furtos ou com grande potencial de público. Os agentes são treinados para observar comportamentos suspeitos, como indivíduos que circulam sem participar da festa, que se aproximam rapidamente de possíveis alvos ou que demonstram foco excessivo nos pertences alheios. Além da infiltração direta, a polícia também utiliza sistemas de monitoramento com reconhecimento facial para identificar suspeitos, acionando as equipes disfarçadas. Outras fantasias empregadas incluem extraterrestres e personagens de filmes como “Caça-Fantasmas” e da série “Round 6”, ampliando o leque de disfarces para diversas situações. Recentemente, a eficácia da estratégia foi comprovada no domingo, dia 15, quando policiais fantasiados de personagens da série Chaves prenderam cinco suspeitos no distrito da República, região central da capital paulista. Os detidos são investigados por tráfico de drogas e receptação de celular furtado, demonstrando a relevância dessa abordagem na garantia da segurança durante o Carnaval. A inovação nas táticas policiais, aliando discrição e presença, busca assegurar que a festa popular transcorra de forma mais segura para todos os cidadãos, combatendo a criminalidade de maneira preventiva e repressiva em meio à alegria dos festejos carnavalescos, conforme reportado pelo Jornal de Brasília. Essa metodologia pode servir de referência para discussões e eventuais implementações em outros grandes centros urbanos do país, incluindo Manaus, visando a segurança em seus próprios eventos de grande porte. Fonte: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/chaves-scooby-doo-como-policia-de-sp-escolhe-fantasias-para-acoes-no-carnaval/

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