Joesley Batista atuou como mediador dos EUA para negociar a saída de Maduro, aponta jornal

O empresário brasileiro Joesley Batista, do Grupo J&F, teria atuado como mediador informal dos EUA em uma tentativa de convencer Nicolás Maduro a renunciar à presidência da Venezuela e aceitar exílio na Turquia. A iniciativa, revelada pelo The Washington Post e repercutida pelo Jornal de Brasília, ocorreu meses antes de uma intervenção militar dos EUA que levou à captura de Maduro. O artigo também menciona a articulação do cardeal Pietro Parolin, que buscou detalhes dos planos americanos e ofereceu asilo a Maduro na Rússia, em esforços para evitar um derramamento de sangue.

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Joesley Batista atuou como mediador dos EUA para negociar a saída de Maduro, aponta jornal
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O empresário brasileiro Joesley Batista, conhecido por seu papel no comando do Grupo J&F, teria desempenhado uma função crucial como interlocutor informal dos Estados Unidos em complexas negociações destinadas a persuadir o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a deixar o poder de forma pacífica. A revelação foi feita pelo Jornal de Brasília, com base em uma reportagem detalhada do renomado The Washington Post. Esta iniciativa diplomática de alto nível ocorreu meses antes de uma intervenção militar norte-americana que, conforme a reportagem, teria resultado na captura de Maduro, marcando um dos capítulos mais tensos da política sul-americana recente. A atuação do bilionário brasileiro demonstra a complexidade das relações internacionais e o envolvimento de figuras não estatais em cenários de crise geopolítica, evidenciando os esforços para evitar um confronto ainda maior na região. Conforme a publicação americana, Joesley Batista teria desembarcado na capital venezuelana no final de novembro, com a missão explícita de convencer Maduro a renunciar e aceitar uma proposta de exílio na Turquia. Essa tentativa de mediação, cujo escopo foi inicialmente divulgado pela Bloomberg em dezembro, sublinhava a urgência de uma solução negociada diante da crescente pressão internacional e das tensões internas na Venezuela. A presença de um empresário brasileiro de tamanha influência em um cenário tão delicado ressalta a rede de contatos e a capacidade de articulação que se estendem para além dos canais diplomáticos tradicionais, buscando alternativas para desfechos potencialmente catastróficos. A oferta de asilo na Turquia, um país com crescente relevância no cenário global, indicava a busca por uma saída honrosa e segura para o líder venezuelano. Paralelamente aos esforços de Joesley Batista, a reportagem do The Washington Post também detalha outras articulações internacionais que visavam garantir uma rota de fuga para Maduro. O Cardeal Pietro Parolin, figura proeminente na hierarquia do Vaticano, teria desempenhado um papel ativo, oferecendo ao presidente venezuelano e à primeira-dama a possibilidade de asilo na Rússia, com garantias pessoais do presidente Vladimir Putin. Em uma movimentação significativa na véspera de Natal, Parolin convocou o embaixador dos Estados Unidos no Vaticano, Brian Burch, para obter informações sobre os planos americanos na Venezuela. Por dias, o influente cardeal italiano buscou acesso ao Senador Marco Rubio, conforme documentos governamentais, com o objetivo primordial de evitar um derramamento de sangue e a desestabilização completa do país sul-americano, mostrando a preocupação humanitária e política do Vaticano. Em sua conversa com Burch, um aliado próximo de Trump na época, o Cardeal Parolin reiterou a disposição da Rússia em conceder asilo a Maduro, em uma tentativa de criar um ambiente propício para uma transição menos traumática e sem violência. A complexidade dessa teia de negociações e intervenções informais sublinha o quão intrincado era o cenário político venezuelano e o desejo de diversos atores internacionais em encontrar uma solução pacífica, mesmo que envolvesse o afastamento forçado de um chefe de estado. O desfecho com a intervenção militar dos EUA, contudo, sugere que essas tentativas de mediação, embora intensas e multifacetadas, não foram suficientes para alterar o curso dos acontecimentos, culminando em um desfecho mais abrupto e confrontacional para o regime venezuelano. Fonte: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/mundo/joesley-atuou-como-mediador-informal-dos-eua-para-convencer-maduro-a-renunciar-diz-jornal/

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