Mercosul e UE assinam acordo de livre comércio após 26 anos de negociação
O Mercosul e a União Europeia assinaram um acordo de livre comércio após 26 anos de negociação, integrando 720 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22 trilhões. O tratado prevê a eliminação recíproca de tarifas em períodos de 10 a 15 anos. Um estudo do Ipea indica que o Brasil será o principal beneficiado, com um impacto positivo de 0,46% em seu PIB (US$ 9,3 bilhões) até 2040, além de aumentos em investimentos, exportações e importações.
Tucupi

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O Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE) selaram um histórico acordo de livre comércio neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai, após 26 anos de intrincadas negociações. O tratado, aguardado desde 1999, tem o potencial de conectar economicamente uma vasta população de 720 milhões de pessoas e abranger um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de impressionantes US$ 22 trilhões, marcando um dos mais ambiciosos pactos comerciais globais das últimas décadas. A cerimônia de assinatura reuniu os presidentes dos países membros do Mercosul, à exceção do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que foi representado pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e contou com a presença de líderes europeus como Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu.
Os termos acordados preveem uma gradual eliminação de barreiras tarifárias, com o Mercosul se comprometendo a remover tarifas sobre 91% das exportações da UE ao longo de um período de 15 anos. Em contrapartida, os países europeus farão o mesmo, eliminando progressivamente as tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul, porém em um prazo mais curto, de até dez anos, conforme informações da CNN Brasil. Essa reciprocidade nos prazos e percentuais de desoneração visa equilibrar os ganhos e perdas para ambos os blocos, facilitando o fluxo de bens e serviços e incentivando uma maior integração econômica entre as duas regiões, que possuem perfis produtivos e necessidades de mercado complementares.
As projeções econômicas para o Brasil são particularmente otimistas. Um estudo detalhado do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) aponta que o país se beneficiará substancialmente do acordo, com uma estimativa de impacto positivo de 0,46% em seu PIB, o que representa um acréscimo de US$ 9,3 bilhões até o ano de 2040. Além disso, o mesmo estudo prevê um aumento de 1,5% nos investimentos no Brasil em um horizonte de 15 anos, e um crescimento de 3% tanto nas exportações quanto nas importações. No contexto mais amplo, o Mercosul como um todo experimentaria um aumento de 0,2% em seu PIB, enquanto a União Europeia veria um incremento de 0,06%, reforçando a expectativa de que o bloco sul-americano, e o Brasil em particular, colham os frutos mais significativos deste novo arranjo comercial, conforme noticiado pela CNN Brasil.
Este acordo histórico promete remodelar as relações comerciais e geopolíticas entre a América do Sul e a Europa, abrindo novas avenidas para o comércio e o investimento. Embora o texto não detalhe os impactos regionais específicos dentro do Brasil, a magnitude do acordo e os benefícios econômicos projetados para o país como um todo sugerem uma relevância significativa para todas as suas regiões, incluindo o Amazonas, que poderá se beneficiar indiretamente do aumento das exportações e investimentos nacionais. A integração de mercados tão amplos representa um marco para a política externa e econômica brasileira, com potencial para impulsionar diversos setores produtivos no país.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/mercosul-e-ue-assinam-acordo-de-livre-comercio-apos-26-anos-de-negociacao/
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