Por que a internet cai com frequência no Brasil? Especialista explica

Um artigo da CNN Brasil explica a frequência das quedas de internet no país, atribuindo-as a uma combinação de fatores estruturais, climáticos e operacionais. A pesquisa TIC Domicílios 2025 revela que 1.207 municípios brasileiros, majoritariamente nas regiões Norte e Nordeste, ainda não possuem acesso à fibra óptica. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) propõe, através do Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações (PERT), expandir a cobertura para áreas remotas até 2029. Especialistas reforçam a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura, diversidade de rotas e redes subterrâneas para garantir a resiliência digital em um país de dimensões continentais.

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Destaque
A instabilidade na conexão de internet, um problema recorrente para muitos brasileiros, é o foco de uma análise aprofundada da CNN Brasil. O fenômeno, que frequentemente coincide com chuvas intensas ou ocorre de forma inesperada, não possui uma causa isolada, mas sim uma complexa interação de fatores estruturais, climáticos e operacionais. Em um país onde 86% das residências já contam com acesso à internet, predominantemente via cabo ou fibra óptica, a necessidade de uma infraestrutura tecnológica robusta e estável é mais premente do que nunca. Contudo, dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontam para uma desigualdade significativa: 1.207 municípios brasileiros, grande parte deles localizados nas regiões Norte e Nordeste, ainda carecem de acesso à fibra óptica, evidenciando um desafio particular para estados como o Amazonas. Carlos Duran, gerente de Tecnologia da Informação da Unentel, conforme citado pela CNN Brasil, detalha a complexidade por trás das quedas de sinal. Ele explica que a operação da internet depende de vastas malhas de fibra óptica e cabeamento estruturado, muitos dos quais compartilham postes com a rede elétrica, aumentando a vulnerabilidade a intempéries e acidentes. Chuvas fortes e ventos intensos são capazes de romper fibras e afetar equipamentos críticos, enquanto a própria dimensão continental do Brasil impõe um desafio adicional na criação de rotas alternativas para o tráfego de dados. A falta de redundância suficiente em algumas regiões amplia drasticamente o impacto de uma falha na rota principal, deixando vastas áreas sem conexão e impactando a economia e a comunicação regional. Diante desse cenário, a Anatel, por meio do Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações (PERT), delineia uma estratégia crucial para mitigar essas desigualdades. O plano ambicioso visa expandir a cobertura de internet para áreas mais remotas e levar a conexão a esses municípios desassistidos até 2029. Duran reforça que o caminho para a estabilidade digital passa por investimentos contínuos em infraestrutura, priorização de redes subterrâneas em áreas críticas e ampliação da diversidade de rotas. Essa resiliência digital, que inclui a adoção de links redundantes por empresas, não é mais um diferencial competitivo, mas uma premissa fundamental para a continuidade de negócios e a inclusão social em todo o território nacional. Para o Amazonas e outras áreas remotas da região Norte, a implementação eficaz dessas medidas é de suma importância. A expansão da fibra óptica e a garantia de rotas alternativas estáveis não apenas melhoram a qualidade de vida dos cidadãos, mas também impulsionam o desenvolvimento econômico local, facilitam o acesso à educação e saúde digitais, e promovem a integração regional. As decisões institucionais da Anatel e os investimentos em infraestrutura, como os defendidos pelos especialistas na reportagem da CNN Brasil, representam passos fundamentais para superar a disparidade digital e garantir que a conectividade seja uma realidade acessível em todos os cantos do país, com um impacto regional transformador. Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/por-que-a-internet-cai-com-frequencia-no-brasil-especialista-explica/

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