Epidemia de feminicídios pressiona Lula e Tarcísio por ações em ano eleitoral
O artigo aborda a epidemia de feminicídios no Brasil, que está gerando pressão política sobre o presidente Lula (PT) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para ações mais eficazes, especialmente em ano eleitoral. A reportagem da Folha de S.Paulo detalha as críticas à execução orçamentária federal para combater a violência contra a mulher e a controvérsia em torno de uma possível redução no orçamento da Secretaria de Políticas para a Mulher em São Paulo. O texto também explora a polarização política em torno do tema, com diferentes visões sobre as soluções, incluindo propostas de calamidade pública e sugestões controversas sobre autodefesa.
Tucupi

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O Brasil enfrenta uma alarmante epidemia de feminicídios, que tem exercido uma crescente pressão sobre os principais líderes políticos do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a tomarem medidas mais contundentes. Este cenário crítico, em um ano pré-eleitoral, intensifica o debate sobre a eficácia das políticas públicas de combate à violência contra a mulher. A Folha de S.Paulo, em reportagem publicada em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/01/epidemia-de-feminicidios-pressiona-lula-e-tarcisio-por-acoes-em-ano-eleitoral.shtml, detalha como a "epidemia" de crimes coloca a segurança das mulheres no centro da agenda política nacional, exigindo respostas rápidas e eficazes de ambos os governos para a proteção de cidadãs em todo o território nacional.
No âmbito federal, o governo de Lula tem sido alvo de críticas por sua atuação no combate ao feminicídio. Parlamentares da base aliada, como as deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP), pressionam o presidente a declarar estado de calamidade pública, uma medida que poderia desbloquear recursos adicionais cruciais para a prevenção em todo o país. Apesar da recriação do Ministério da Mulher, extinto na gestão anterior, e da cobrança de Lula por maior engajamento dos membros de seu governo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública executou apenas 0,1% do orçamento previsto para o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios entre março de 2024 e junho do ano corrente. Este contraste entre a retórica e a execução orçamentária gera frustração entre as parlamentares, que esperam um avanço mais concreto nas ações para conter a escalada da violência.
Em São Paulo, a situação do governador Tarcísio de Freitas não é menos desafiadora. Levantamento da Folha de S.Paulo revela uma controvérsia significativa: o orçamento para a Secretaria de Políticas para a Mulher de São Paulo, chefiada por Adriana Liporoni, poderá sofrer uma redução de 20% no próximo ano, passando de R$ 38 milhões (corrigidos) em 2025 para R$ 30 milhões em 2026, conforme aprovado pela Assembleia Legislativa. Embora o governo negue a queda, afirmando que o orçamento é incrementado ao longo do ano por emendas e suplementações, a oposição e críticos vinculam essa possível redução ao aumento recorde de feminicídios no estado, com 233 casos registrados de janeiro a novembro de 2025, além de 61.474 queixas de lesão corporal dolosa, evidenciando a urgência de investimentos adequados.
A polarização política em torno do tema é evidente, com declarações que acentuam as divisões. Enquanto a deputada Carla Morando (PSDB), aliada de Tarcísio, minimiza as críticas ao governo de São Paulo, alegando que "é difícil o poder público descobrir um crime que ocorre entre quatro paredes" e destacando iniciativas de empreendedorismo feminino, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), apoiadora de Bolsonaro, defende a "liberação de armas para quem tem capacidade de usar" como forma de defesa para mulheres, questionando a eficácia da Lei Maria da Penha em situações de agressão. Essas falas não apenas geram intenso debate, mas também ressaltam a complexidade e a delicadeza do tema, misturando segurança pública, direitos das mulheres e embates ideológicos em um cenário já carregado pela urgência dos crimes.
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