Lula sanciona Orçamento de 2026 com vetos em R$ 393 milhões que o Congresso havia reservado para inflar emendas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024 com vetos a R$ 393 milhões em emendas parlamentares, além de anunciar o bloqueio de outros R$ 11 bilhões. Parte desses recursos, R$ 7,7 bilhões, será remanejada para programas sociais essenciais, como PAC Saúde e Farmácia Popular, enquanto R$ 3,3 bilhões serão mantidos bloqueados para cumprir o arcabouço fiscal. A decisão gerou insatisfação e promete reação por parte do Congresso Nacional, que considera a medida um "troco" político.

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Lula sanciona Orçamento de 2026 com vetos em R$ 393 milhões que o Congresso havia reservado para inflar emendas
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Destaque
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (14) a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024, impondo vetos a um montante de R$ 393 milhões em emendas parlamentares. Estes recursos haviam sido direcionados pelo Congresso Nacional com o propósito de ampliar seus próprios gastos, conforme detalhado em reportagem do g1. A decisão presidencial, que configura um momento de tensão na relação entre os Poderes Executivo e Legislativo, é acompanhada pela intenção do governo de realizar um bloqueio adicional de R$ 11 bilhões nos próximos dias. Essa quantia, também havia sido objeto de destinação discricionária por parte do Congresso. A reestruturação orçamentária visa realocar verbas para programas governamentais prioritários e assegurar a estrita observância do arcabouço fiscal, impactando de forma significativa o planejamento de investimentos e a oferta de serviços públicos em todo o território nacional para o ano fiscal vigente. Do total de recursos impactados por essas medidas, R$ 7,7 bilhões serão estrategicamente remanejados para fortalecer uma série de programas sociais e de investimento público considerados essenciais para a população brasileira. Entre as iniciativas que terão seus orçamentos restabelecidos ou significativamente ampliados estão o PAC Saúde, que receberá R$ 922 milhões; a bolsa e assistência educacional, com R$ 623 milhões; o programa Pé de Meia, com R$ 542 milhões; o Mais Médicos, com R$ 541 milhões; o funcionamento de universidades e institutos federais, com R$ 489 milhões; e a Farmácia Popular, com R$ 476 milhões. Tais programas possuem um alcance nacional e suas dotações orçamentárias são consideradas fundamentais para o desenvolvimento social e econômico, além da garantia da oferta de serviços básicos em diversas regiões do país. Os R$ 3,3 bilhões restantes, por sua vez, permanecerão bloqueados, visando a rigorosa garantia do cumprimento das metas fiscais estabelecidas pelo governo. A decisão presidencial, embora justificada pelo governo pela necessidade imperativa de cumprir as regras do Supremo Tribunal Federal e os limites impostos pelo arcabouço fiscal, gerou críticas contundentes e insatisfação por parte de diversos parlamentares. Integrantes do Congresso Nacional consideram a ação um "troco" político do Executivo, visto que os R$ 11 bilhões bloqueados eram interpretados como parte de um acordo prévio para as chamadas "emendas informais", que complementam o orçamento. O deputado Claudio Cajado (PP-BA) afirmou publicamente que a medida é "fora da curva" e expressou a crença de que o Congresso Nacional tentará derrubar o veto, sinalizando um provável e acalorado embate político. Essa disputa sobre a destinação do orçamento federal, que totaliza R$ 6,5 trilhões com um limite de despesas de R$ 2,3 trilhões, é central para a execução das políticas públicas em 2024 e possui repercussões diretas na capacidade de investimento e na autonomia financeira de todas as unidades da federação. Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/01/14/lula-sanciona-orcamento-de-2026-com-vetos-em-gastos-modificados-pelo-congresso.ghtml

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