Estudo revela forte valorização das terras rurais no Brasil, com preços no Norte abaixo da média nacional, mas com expectativa de alta

Um estudo recente do Incra, o Atlas do Mercado de Terras 2025, revela uma acentuada valorização dos preços das terras rurais no Brasil entre 2022 e 2024, com o valor médio por hectare atingindo R$ 22.951,94. Enquanto regiões como Sul e Sudeste lideram com os preços mais altos, as regiões Norte e Nordeste, embora com valores médios inferiores, mostram uma tendência de alta impulsionada por investimentos e melhorias logísticas, indicando um potencial de valorização futura.

Tucupi

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O mercado fundiário brasileiro experimentou uma forte ascensão nos preços das terras rurais entre 2022 e 2024, conforme revelado pelo Atlas do Mercado de Terras 2025, elaborado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e noticiado pela CNN Brasil (https://www.cnnbrasil.com.br/agro/preco-das-terras-rurais-varia-de-r-50-mil-a-r-250-mil-por-hectare/). Este estudo detalhado aponta que o valor médio por hectare em todo o país atingiu R$ 22.951,94 em 2024, representando um aumento significativo de 28,36% em apenas dois anos. A valorização foi ainda mais acentuada para terras destinadas à pecuária, que registraram um ganho de 31,24%, enquanto as áreas agrícolas cresceram 12%. A variação de preços, que pode ir de R$ 50 mil a mais de R$ 250 mil por hectare, reflete a diversidade das dinâmicas econômicas e produtivas em diferentes localidades brasileiras, influenciada por fatores como a aptidão do solo, infraestrutura e proximidade com centros consumidores. O Atlas do Incra consolidou informações de 245 Mercados Regionais de Terras (MRTs) em todo o país, apresentando valores mínimos, médios e máximos tanto para o Valor da Terra Nua (VTN), sem benfeitorias, quanto para o Valor Total do Imóvel (VTI), que inclui toda a infraestrutura e melhorias. As regiões Sul e Sudeste continuam a liderar o ranking de preços, com o hectare atingindo R$ 112.040 no Sul, impulsionado pela agricultura intensiva e pela boa logística em estados como Paraná, Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul. No Sudeste, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, os valores elevados, que podem chegar a R$ 100.820 por hectare, são resultado da proximidade com polos industriais e logísticos, da alta produtividade dos solos e da crescente pressão imobiliária em áreas periurbanas. O Centro-Oeste, com estados como Mato Grosso e Goiás, também mostra uma valorização contínua, com polos do agronegócio alcançando patamares próximos aos das regiões mais caras do país, impulsionados pela demanda de investidores nacionais e estrangeiros e pelo dinamismo agrícola. Embora a valorização seja um fenômeno nacional, as regiões Norte e Nordeste apresentam um cenário com particularidades importantes, sendo de grande relevância para estados como o Amazonas. O estudo da CNN Brasil destaca que, apesar de ainda registrarem valores médios inferiores à média nacional, essas regiões exibem uma clara tendência de alta em áreas que estão recebendo investimentos produtivos e melhorias logísticas. A região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), por exemplo, já demonstra um aumento nos preços das terras, impulsionado pela expansão da agricultura mecanizada e pelo desenvolvimento de infraestrutura, com o Tocantins registrando patamares expressivos em mercados específicos. Para o Amazonas e outros estados da região Norte, essa perspectiva de valorização, mesmo partindo de patamares mais baixos, é um indicativo crucial para o planejamento econômico e ambiental, especialmente em um contexto de discussões sobre fronteiras agrícolas e o equilíbrio entre desenvolvimento e conservação. A identificação de áreas com restrições ambientais, que naturalmente apresentam preços mais baixos, e a projeção de valorização em regiões com novos investimentos e melhorias logísticas, são dados fundamentais para entender as pressões e oportunidades no uso da terra, que impactam diretamente a economia local, a governança territorial e a sustentabilidade dos ecossistemas regionais. Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/preco-das-terras-rurais-varia-de-r-50-mil-a-r-250-mil-por-hectare/

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