Câmara aprova urgência de projeto que visa quebrar patente de medicamentos para diabetes e obesidade, buscando reduzir custos no Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou a urgência de um projeto de lei que visa declarar de interesse público os medicamentos Mounjaro e Zepbound, usados no tratamento de diabetes e obesidade. A medida pode levar à quebra de patente desses remédios, buscando tornar seu acesso mais barato e viável para a população e o Sistema Único de Saúde (SUS), devido aos altos custos atuais que impedem uma medicina de massa.

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A Câmara dos Deputados deu um passo significativo em direção à acessibilidade de medicamentos vitais ao aprovar, nesta segunda-feira (9), a tramitação em regime de urgência do Projeto de Lei nº 68/2026. Esta importante iniciativa legislativa, de autoria do deputado Dr. Mário Heringer (PDT-MG), busca declarar de interesse público os medicamentos Mounjaro e Zepbound, ambos largamente utilizados no controle do diabetes e, mais recentemente, reconhecidos e prescritos no tratamento da obesidade. A decisão, conforme apurado pela CNN Brasil, não é meramente protocolar, pois acelera consideravelmente o processo legislativo, permitindo que a matéria seja apreciada diretamente no plenário da Casa, sem a necessidade de passar por diversas comissões. Esse movimento reflete uma crescente preocupação com o custo de tratamentos de saúde no país, visando garantir que inovações farmacêuticas cheguem a quem precisa, de forma mais equitativa. A justificativa para a quebra de patente reside, principalmente, no custo proibitivo desses remédios. O deputado Mário Heringer argumenta que os preços comerciais são um impeditivo colossal para uma medicina de massa, inviabilizando o tratamento para uma vasta parcela da população brasileira. Em um país com mais de duzentos milhões de habitantes e uma prevalência crescente de diabetes e obesidade, a inacessibilidade a esses medicamentos representa um sério desafio de saúde pública. Nem mesmo o Sistema Único de Saúde (SUS) conseguiria arcar com a incorporação desses fármacos em virtude de seus valores elevados, os quais, em muitos casos, ultrapassam o próprio salário-mínimo nacional, deixando o cidadão comum em uma situação de vulnerabilidade. O Mounjaro, fabricado pela Eli Lilly, obteve aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o tratamento de diabetes tipo 2 em 2023, tendo seu uso expandido para obesidade e sobrepeso com comorbidades em junho de 2025. Já o Zepbound, que contém o mesmo princípio ativo, ainda aguarda aprovação comercial da Anvisa e não está disponível oficialmente no mercado brasileiro. A aprovação da urgência deste projeto, portanto, não apenas representa uma tentativa de baratear o acesso a tratamentos já existentes, mas também abre precedentes para futuros medicamentos de alto custo, impactando diretamente a economia da saúde e as políticas públicas de todas as regiões do país, incluindo o Amazonas, que também enfrenta desafios na gestão de doenças crônicas e na disponibilidade de recursos para tratamentos de ponta. Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/camara-aprova-urgencia-de-projeto-que-quebra-patente-do-mounjaro-e-zepbound/

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