Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Will Financeira após inviabilidade econômica
O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira, parte do conglomerado Banco Master, citando o comprometimento de sua situação econômica e a incapacidade de honrar dívidas, incluindo pagamentos à Mastercard. A instituição, focada em inclusão financeira para clientes de baixa e média renda em todo o Brasil, estava sob regime especial desde a liquidação do Banco Master e teve uma tentativa de venda frustrada. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) será responsável por ressarcir os credores lesados, com um custo estimado de R$ 5 bilhões, afetando consumidores em diversas regiões, incluindo o Amazonas.
Tucupi
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O Banco Central do Brasil (BC) anunciou, nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, a decretação da liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, popularmente conhecida como Will Bank. A decisão representa o encerramento das atividades de uma instituição financeira que vinha operando sob Regime Especial de Administração Temporária (Raet) do próprio BC desde a liquidação extrajudicial do Banco Master, conglomerado ao qual pertencia, ocorrida em 18 de novembro de 2025. Este passo regulatório é uma medida extrema, tomada quando uma instituição financeira não possui mais condições de continuar suas operações de forma saudável e segura para o sistema financeiro e seus clientes, com potenciais repercussões econômicas em todo o território nacional, alcançando estados como o Amazonas. Tal medida sublinha a vigilância do BC sobre a estabilidade do sistema financeiro, visando proteger os consumidores e a integridade do mercado.
De acordo com o comunicado oficial do Banco Central, conforme apurado pelo g1, a decisão foi motivada pelo "comprometimento da situação econômica" da Will Financeira e sua incapacidade manifesta de saldar as próprias dívidas. Fontes próximas ao processo indicam que a liquidação tornou-se inevitável após a frustração de uma tentativa de venda da instituição a um investidor árabe, e, mais recentemente, o descumprimento de pagamentos devidos à Mastercard em 19 de janeiro, o que levou à suspensão da aceitação de cartões emitidos pelo Will Bank. A Will Financeira, que se destacava por sua atuação no segmento de inclusão financeira, com foco em clientes de renda média e baixa sem amplo acesso ao sistema bancário tradicional, agora cessa suas operações, deixando uma vasta base de usuários e impacto econômico em diversas regiões do Brasil, incluindo Manaus e outras cidades amazônicas. Este encerramento abrupto pode gerar incertezas para milhares de correntistas que dependiam dos serviços da fintech para suas transações diárias.
Com a liquidação extrajudicial, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), uma entidade privada sem fins lucrativos que atua no Sistema Financeiro Nacional, será acionado para proteger os credores da Will Financeira. O FGC garante o ressarcimento de valores investidos somados aos rendimentos, limitado a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira, oferecendo uma rede de segurança para os correntistas afetados. A previsão é que esta nova liquidação gere um custo de aproximadamente R$ 5 bilhões para o fundo, evidenciando a magnitude do impacto no sistema financeiro nacional. A situação da Will Bank é intrinsecamente ligada à do Banco Master, que já enfrentava questionamentos de órgãos de controle e menções em investigações, culminando em sua própria liquidação e revelando uma série de desafios de gestão e transparência no conglomerado. As autoridades, incluindo o Banco Central, seguirão com apurações para identificar responsabilidades, conforme reportado pelo g1, buscando garantir a integridade do sistema econômico brasileiro.
Fonte: https://g1.globo.com/politica/blog/valdo-cruz/post/2026/01/21/bc-decreta-liquidacao-extrajudicial-da-will-financeira.ghtml
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