Lula celebra acordo Mercosul-UE após superar barreiras ambientais ligadas à Amazônia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrará o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia como uma vitória do multilateralismo e da diplomacia brasileira. O encontro com líderes europeus no Rio de Janeiro marca a formalização de um pacto que esteve bloqueado em 2019 devido a críticas às políticas ambientais do governo Bolsonaro, especialmente o aumento da devastação na Amazônia. Com a retomada das negociações sob a gestão Lula, o acordo, que inclui importantes implicações econômicas e comerciais para o Brasil, é visto como uma resposta estratégica às disputas tarifárias globais.

Tucupi

Tucupi

Lula celebra acordo Mercosul-UE após superar barreiras ambientais ligadas à Amazônia
camera_altFoto: com
Destaque
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está prestes a celebrar um marco significativo na política externa do país: a formalização do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O chefe do executivo planeja apresentar o pacto como uma retumbante vitória do multilateralismo e do livre comércio global, em um cenário de crescentes desafios às relações internacionais. Nesta sexta-feira (16), no Rio de Janeiro, Lula se reunirá com a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e o chefe do Conselho Europeu, António Costa, para discutir e solidificar os próximos passos dessa aliança estratégica. O governo brasileiro enxerga este encontro como um ato de forte simbolismo, especialmente em um cenário internacional onde o multilateralismo tem sido desafiado por medidas unilaterais e imposição de tarifas, exemplificadas pelas políticas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conforme noticiado pela CNN Brasil. Este acordo representa não apenas um triunfo da diplomacia brasileira, mas também um avanço notável após anos de negociações travadas. O Brasil, de fato, foi o país do Mercosul que mais se empenhou em convencer a Comissão Europeia sobre a viabilidade do pacto. É crucial ressaltar que um dos pontos que havia barrado o progresso do acordo em 2019 foram as severas críticas europeias às políticas ambientais adotadas pelo governo do então presidente Jair Bolsonaro. Naquele período, a devastação da Amazônia aumentou significativamente, gerando preocupação internacional e solidificando a resistência por parte dos países da União Europeia. As conversas foram retomadas apenas com o retorno de Lula ao Palácio do Planalto, marcando um novo capítulo de engajamento direto do presidente com líderes europeus para selar o acordo. A expectativa é que a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, também celebre o acordo, destacando o acesso privilegiado que a Europa terá a um vasto mercado consumidor e a commodities estratégicas, como minerais. Do lado brasileiro, a avaliação é que a aprovação do acordo no Congresso Nacional e nos parlamentos dos demais países do Mercosul será relativamente fácil, impulsionada pelos robustos interesses econômicos e pelo impacto das recentes disputas tarifárias com os Estados Unidos. A percepção em Brasília, conforme a CNN Brasil, é que o ambiente político atual não favorece o bloqueio de um acordo de livre comércio, especialmente diante da manutenção de tarifas elevadas impostas unilateralmente por Washington, muitas delas ainda em vigor contra o Brasil, o que confere uma urgência e um valor estratégico ainda maior a esta nova parceria comercial. Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/americo-martins/internacional/brasil-apresenta-acordo-com-uniao-europeia-como-triunfo-do-multilateralismo/

Comentários

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Você receberá um e-mail para confirmar seu comentário.

Seja o primeiro a comentar!