Acordo Mercosul-UE prevê ampla liberalização tarifária para indústria e agro

O artigo detalha o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que prevê a liberalização tarifária em amplos setores industriais e agrícolas. A UE eliminará tarifas para cerca de 95% dos bens do Mercosul, incluindo carnes e etanol, enquanto o Mercosul fará o mesmo para 91% dos produtos europeus, com prazos diferenciados para itens como veículos eletrificados. O pacto busca equilibrar a abertura de mercados com a proteção a setores sensíveis em ambas as partes.

Tucupi

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Acordo Mercosul-UE prevê ampla liberalização tarifária para indústria e agro
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Destaque
Um marco significativo nas relações comerciais internacionais foi alcançado com a formalização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) em 17 de janeiro de 2026. O pacto estabelece um amplo compromisso de liberalização tarifária que abrange setores industriais e agrícolas cruciais para ambas as partes, buscando respeitar as especificidades de cada mercado. Conforme reportado pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/acordo-mercosul-ue-tem-amplo-compromisso-de-liberacao-tarifaria-para-industria-e-agro/), a medida representa um passo audacioso para a integração econômica, prometendo impactos consideráveis no fluxo de bens e serviços entre os blocos e, consequentemente, na economia brasileira como um todo, incluindo suas regiões produtivas e centros comerciais como a Zona Franca de Manaus, que poderá sentir reflexos nas suas cadeias de importação e exportação industrial. Do lado da União Europeia, a liberalização é notavelmente abrangente, com a eliminação de tarifas de importação para aproximadamente 95% dos bens oriundos do Mercosul, o que corresponde a 92% do valor total das importações europeias de produtos brasileiros. Este escopo inclui importantes concessões para o agronegócio nacional, contemplando itens como carnes (bovina, suína e de aves), açúcar, etanol, arroz, mel, milho, sorgo, suco de laranja, cachaça, queijos, iogurte, manteiga e diversas frutas. As desgravações tarifárias ocorrerão de forma imediata ou linear, com prazos que variam de quatro a doze anos, demonstrando um empenho em facilitar o acesso de produtos brasileiros a um dos maiores mercados consumidores do mundo e potencializando o escoamento da produção nacional, inclusive de insumos e produtos que podem ter origem ou beneficiamento em diversas regiões do país. Em contrapartida, a oferta do Mercosul abrange a eliminação de tarifas para 91% dos bens e 85% do valor das importações brasileiras de produtos provenientes da UE. O bloco sul-americano definiu cestas de produtos submetidos à desgravação em períodos de quatro, oito, dez ou quinze anos. Destacam-se as condições especiais negociadas para tecnologias emergentes, como veículos eletrificados e movidos a hidrogênio, bem como outras novas tecnologias, que terão prazos de desgravação estendidos para 18, 25 e até 30 anos. Essa abordagem reflete a intenção de proteger e fomentar o desenvolvimento de setores estratégicos e sensíveis internamente, enquanto se abre para a inovação e o investimento estrangeiro, o que pode impactar a indústria de Manaus em termos de custo de insumos ou competitividade de produtos finais. Ambos os lados do acordo, contudo, estabeleceram mecanismos para proteger setores considerados sensíveis. Uma parcela reduzida de bens, cerca de 3% para a UE e 9% para o Mercosul, estará sujeita a cotas, outros tratamentos não tarifários ou listas de exclusões. Essa dinâmica, segundo o governo brasileiro, reflete um equilíbrio cuidadoso entre a ambição de abrir mercados e a necessidade de salvaguardar indústrias e produções locais. A expectativa é que o acordo gere um novo cenário de competitividade e oportunidades, impulsionando a balança comercial e estimulando investimentos em diversas cadeias produtivas em todo o Brasil, com potencial para reconfigurar estratégias comerciais de empresas atuantes no Amazonas e em Manaus. Fonte: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/acordo-mercosul-ue-tem-amplo-compromisso-de-liberacao-tarifaria-para-industria-e-agro/

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