O novo mantra que vai guiar o CEO da Axia na era pós-Eletrobras

Ivan Monteiro, CEO da Axia Energia (antiga Eletrobras), detalha ao NeoFeed a nova estratégia da empresa após a privatização. Com um portfólio 100% renovável e R$ 14 bilhões de investimento previstos para 2026, a Axia foca na modernização de ativos e na participação em leilões, priorizando o cliente em um mercado de energia em abertura. A empresa busca um crescimento sustentável, gerenciando legados e desafios operacionais enquanto analisa novas demandas de mercado, como data centers de IA.

Tucupi

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O novo mantra que vai guiar o CEO da Axia na era pós-Eletrobras
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A Axia Energia, gigante do setor elétrico brasileiro e sucessora da Eletrobras após sua privatização em 2022, delineia um novo rumo sob a liderança de seu CEO, Ivan Monteiro. Em entrevista exclusiva ao NeoFeed, o executivo revelou um "novo mantra" focado intensamente no cliente, marcando uma ruptura cultural significativa com o passado estatal da companhia. Com um portfólio impressionante de 44,4 GW de capacidade instalada e 81 usinas 100% renováveis espalhadas por 20 estados e o Distrito Federal, a Axia projeta investimentos robustos de R$ 14 bilhões para 2026, com o objetivo de modernizar seus ativos e expandir sua presença no mercado através da participação ativa em leilões de capacidade, armazenamento de baterias e linhas de transmissão. A transição de uma gestora de infraestrutura para uma empresa com foco comercial é a pedra angular da nova estratégia. Monteiro enfatiza que a abertura do mercado de energia empoderará o consumidor, exigindo da Axia uma adaptação profunda para atender às novas demandas e expectativas. A empresa, que já enxugou seu quadro de funcionários em 27% e reduziu custos operacionais em 18% desde a privatização, está se preparando para uma atuação mais diversificada, incluindo a compra e venda de energia de terceiros, e eventualmente, a entrada no mercado de varejo. Embora ainda não esteja pronta para o varejo, a Axia visa aproveitar sua solidez e reputação para construir uma relação de confiança com os consumidores, inspirando-se em modelos de sucesso no setor de serviços. Contudo, o caminho não é desprovido de desafios. Ivan Monteiro discute a gestão de contratos legados da antiga estatal e o contencioso judicial sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), para o qual a Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro determinou o provisionamento de R$ 750 milhões. A Axia contesta veementemente essa reivindicação, afirmando que não há correlação entre a decisão judicial e a necessidade de informar o mercado acionário. Paralelamente, a empresa avalia com cautela as novas demandas, como o crescente interesse de data centers de IA, ressaltando a necessidade de equilibrar a expansão com a garantia da qualidade e disponibilidade do serviço para os milhões de clientes que dependem da energia fornecida pela companhia, evitando comprometer o fornecimento para comunidades existentes. A Axia reitera seu compromisso com investimentos que não comprometam a segurança e confiabilidade do sistema elétrico nacional, trabalhando em colaboração com reguladores para solucionar gargalos como o curtailment. O resultado inicial dessa nova abordagem é tangível: o valor de mercado da Axia saltou de R$ 87,5 bilhões na época da privatização para R$ 147,5 bilhões em janeiro, evidenciando a confiança do mercado na gestão de Monteiro e na estratégia de longo prazo da companhia. A visão é de uma empresa que agora se dedica integralmente ao negócio, ao investimento e, fundamentalmente, aos seus clientes, consolidando-se como uma força motriz no panorama energético brasileiro, conforme detalhado na reportagem original do NeoFeed (https://neofeed.com.br/economia/o-novo-mantra-que-vai-guiar-o-ceo-da-axia-na-era-pos-eletrobras/).

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