Fim dos Orelhões: Anatel inicia retirada definitiva e direciona investimentos para banda larga e telefonia móvel

A Anatel iniciou a remoção definitiva de cerca de 30 mil orelhões em todo o Brasil, devido ao fim das concessões de telefonia fixa. Como compensação, as operadoras devem investir em banda larga e telefonia móvel. Os telefones públicos serão mantidos apenas em cidades sem rede de celular até 2028, marcando o fim de uma era para o icônico aparelho nacional.

Tucupi

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Fim dos Orelhões: Anatel inicia retirada definitiva e direciona investimentos para banda larga e telefonia móvel
camera_altFoto: globo
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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu início à retirada definitiva de aproximadamente 30 mil carcaças de telefones públicos, popularmente conhecidos como orelhões, em todo o território nacional. Este movimento representa o encerramento de uma era na comunicação brasileira, sendo uma consequência direta do fim dos contratos de concessão do serviço de telefonia fixa. Conforme reportado pelo g1 (https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/01/20/fim-orelhoes-mapa-cidades.ghtml), a partir de janeiro de 2026, a infraestrutura que por décadas foi um pilar da conectividade em cidades e vilas começa a ser desmantelada, sinalizando uma transição completa para as tecnologias de comunicação mais modernas. A medida reflete a obsolescência desses aparelhos diante da vasta popularização dos telefones celulares e da banda larga, que hoje dominam a paisagem da comunicação no país, tornando-os praticamente obsoletos para a maioria da população. Como contrapartida à desativação dos orelhões e ao fim da obrigação de manutenção dessa infraestrutura por parte das operadoras Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica, a Anatel determinou um redirecionamento estratégico de recursos. As empresas concessionárias agora são instadas a investir massivamente em redes de banda larga e telefonia móvel, um movimento que visa fortalecer a infraestrutura digital do país e garantir maior acesso à conectividade em áreas que ainda possam apresentar deficiências. Embora a retirada seja em massa, os orelhões ainda serão mantidos em localidades onde a cobertura de celular é inexistente, mas apenas até o ano de 2028, marcando o prazo final para a permanência desses ícones em qualquer parte do Brasil, inclusive nas regiões mais remotas. A implicação dessa mudança para regiões como o Amazonas e sua capital, Manaus, é notável no contexto da infraestrutura e políticas públicas. Enquanto as áreas urbanas e mais desenvolvidas já contam com ampla cobertura móvel e de internet, a garantia de que os orelhões só serão removidos onde há alternativa de celular até 2028 é crucial para comunidades mais remotas e de difícil acesso no interior do estado, onde a conectividade ainda é um desafio. Essa política pública, delineada pela Anatel, busca assegurar que a população não fique desassistida de meios de comunicação essenciais, ao mesmo tempo em que impulsiona o investimento em tecnologias mais atuais, vitais para o desenvolvimento econômico e social do Amazonas, um estado de dimensões continentais e com grandes desafios de conectividade. O processo de desativação já vinha ocorrendo gradualmente nos últimos anos, com uma redução significativa do número de aparelhos ativos desde 2020, quando o Brasil contava com cerca de 202 mil orelhões. A decisão da Anatel formaliza essa tendência, adaptando a regulamentação às novas realidades tecnológicas e de consumo. A transição não é apenas uma mudança de infraestrutura física, mas também um reflexo de como a sociedade brasileira se adaptou e abraçou as novas formas de comunicação digital, transformando os antigos telefones públicos de ferramentas indispensáveis a relíquias de um passado recente, embora carregadas de um forte simbolismo cultural e histórico para muitas gerações. Fonte: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/01/20/fim-orelhoes-mapa-cidades.ghtml

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