Câmara aprova urgência para Marco Legal do Transporte Público e destinação de Cide-Combustíveis a áreas urbanas
A Câmara dos Deputados aprovou um requerimento de urgência para um projeto de lei que institui o Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano. A proposta visa destinar pelo menos 60% dos recursos arrecadados pela Cide-Combustíveis para áreas urbanas, subsidiando tarifas e investimentos em infraestrutura de transporte público, com potencial impacto positivo em cidades como Manaus.
Tucupi

Destaque
A Câmara dos Deputados deu um passo significativo para a regulamentação e o financiamento do transporte público coletivo urbano ao aprovar, nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, um requerimento de urgência para o projeto de lei que institui o Marco Legal do setor. Esta decisão, alcançada com 304 votos favoráveis e 113 contrários, acelera substancialmente a tramitação da proposta, permitindo que o mérito do texto seja analisado em plenário pelos parlamentares em um curto espaço de tempo. A medida é aguardada com grande expectativa por gestores municipais e defensores da mobilidade urbana em todo o país, que veem nela uma oportunidade crucial para modernizar e garantir o subsídio de um serviço essencial para milhões de brasileiros, que diariamente enfrentam desafios de deslocamento em grandes centros urbanos, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/politica-e-poder/camara-aprova-urgencia-para-marco-legal-do-transporte-com-subsidios-da-cide-combustiveis/).
O cerne da proposta reside na alteração fundamental da legislação que rege a aplicação dos recursos provenientes da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Esta contribuição incide sobre a importação e a comercialização de petróleo, seus derivados, gás natural e álcool etílico combustível, sendo uma importante fonte de arrecadação para o governo federal. Especificamente, o projeto de lei em questão define que um mínimo de 60% da arrecadação total da Cide-Combustíveis deverá ser obrigatoriamente aplicado nas áreas urbanas. Estes repasses federais terão uma dupla função: por um lado, subsidiar as tarifas do transporte público de passageiros, buscando aliviar o custo para o usuário final, e por outro, serem direcionados a programas de investimento em infraestrutura de transportes, visando à melhoria substancial da qualidade e eficiência dos sistemas de mobilidade nas cidades brasileiras.
A iniciativa é vigorosamente defendida por importantes entidades representativas, como a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que reconhecem nela uma ferramenta crucial para equacionar o persistente desafio financeiro e operacional que aflige o transporte coletivo nas grandes metrópoles. De autoria original do ex-senador Antonio Anastasia e sob a relatoria do deputado José Priante (MDB-PA), o projeto tem o potencial de gerar reflexos diretos e transformadores em todo o país, alcançando inclusive regiões distantes como o estado do Amazonas e sua capital, Manaus. A destinação estratégica desses recursos para subsídios e infraestrutura pode significar a tão esperada modernização da frota de veículos, a expansão de linhas de transporte, a tão desejada redução de tarifas ou, no mínimo, a contenção de seus aumentos, beneficiando diretamente a vasta população amazonense que depende diariamente do transporte público para se deslocar em seus centros urbanos e contribuir ativamente para a dinâmica econômica local e regional.
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