Acordo Histórico de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia é Assinado no Paraguai

Mercosul e União Europeia assinaram um histórico acordo de livre comércio no Paraguai, após 26 anos de negociações. O tratado, que visa criar a maior área de livre comércio global, envolveu o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, mas contou com a ausência do presidente Lula. O acordo promove o comércio justo, multilateralismo e valores como democracia e proteção ambiental, mas ainda requer ratificação parlamentar para sua implementação completa.

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Acordo Histórico de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia é Assinado no Paraguai
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Em um marco diplomático significativo, Mercosul e União Europeia firmaram um acordo de livre comércio no Paraguai neste sábado, 17 de janeiro de 2026, encerrando um ciclo de 26 anos de complexas negociações. A cerimônia, realizada na sede do Banco Central do Paraguai, reuniu importantes lideranças internacionais, incluindo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que chegaram a Assunção em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). A ausência notável foi a do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo o Itamaraty, optou por permanecer no Brasil após um convite de última hora. Este tratado é projetado para estabelecer a maior área de livre comércio do mundo, abrangendo uma população de 718 milhões de pessoas e movimentando um fluxo comercial estimado em 22 trilhões de dólares, conforme reportado por g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/01/17/mercosul-e-uniao-europeia-assinam-acordo-de-livre-comercio-no-paraguai.ghtml. Durante os discursos protocolares, o presidente paraguaio, Santiago Peña, classificou o acordo como um "fato histórico" e um testemunho da eficácia do diálogo, cooperação e fraternidade. Representantes europeus, como Ursula von der Leyen, enfatizaram a mensagem global de escolha por um comércio justo em detrimento de barreiras tarifárias, enquanto Charles Michel salientou a oportunidade do momento, contrapondo a abertura e o intercâmbio ao isolamento e ao uso do comércio como ferramenta geopolítica. O chanceler brasileiro Mauro Vieira ecoou a valorização do multilateralismo, declarando que a parceria é lastreada em valores comuns como democracia, Estado de Direito, respeito aos direitos humanos e, crucialmente, a proteção do meio ambiente, todos plenamente incorporados ao documento assinado. Apesar da pompa da assinatura, este evento não representa o passo final para a plena implementação das novas regras comerciais. O acordo ainda depende da confirmação pelos parlamentos dos países envolvidos, especificamente o Parlamento Europeu e o Congresso brasileiro, para que a redução ou isenção de tarifas comece a vigorar. No âmbito do Mercosul, as isenções serão aplicadas individualmente por cada país à medida que seus respectivos parlamentos ratificarem o tratado. A concretização deste pacto tem o potencial de redefinir as relações comerciais globais, oferecendo novas perspectivas e desafios para as economias dos blocos envolvidos, incluindo o Brasil e, por extensão, todas as suas regiões, como o Amazonas e Manaus, onde as políticas de comércio e meio ambiente têm um impacto direto e profundo. Fonte: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/01/17/mercosul-e-uniao-europeia-assinam-acordo-de-livre-comercio-no-paraguai.ghtml

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