Gaviões da Fiel celebra vice-campeonato e usa desfile para criticar marco temporal e defender Amazônia

A Gaviões da Fiel celebrou seu vice-campeonato no Carnaval de São Paulo de 2026, perdendo o título por uma diferença mínima. A escola, com o enredo 'Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã', abordou a defesa dos povos indígenas e do meio ambiente, contando com a participação da ministra Sônia Guajajara, que criticou o marco temporal e defendeu territórios indígenas, destacando a relevância do tema para a Amazônia e políticas públicas.

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Gaviões da Fiel celebra vice-campeonato e usa desfile para criticar marco temporal e defender Amazônia
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Destaque
Integrantes da escola de samba Gaviões da Fiel foram às ruas de São Paulo na noite de terça-feira, 17 de fevereiro, para celebrar o vice-campeonato no Grupo Especial do Carnaval de 2026, um resultado que, apesar de não ser o título, foi comemorado com entusiasmo. A agremiação conquistou 269,7 pontos, ficando a apenas um décimo da campeã Mocidade Alegre (269,8 pontos), conforme noticiado pelo g1 SP. A manifestação popular incluiu a interdição de um sentido da Ponte da Casa Verde, refletindo o fervor da torcida pela escola ligada ao Corinthians. O presidente da Gaviões, Alexandre Domênico, conhecido como Alê, expressou satisfação com o segundo lugar em entrevista à TV Globo, destacando a evolução da escola nos últimos anos, de quarto para terceiro e, agora, para o vice-campeonato. A expectativa é que o título venha no próximo ano, em uma trajetória que ele descreveu como "passo a passo, é sofrimento". A performance da escola em 2026 demonstrou uma ascensão notável, reforçando sua posição entre as principais agremiações do carnaval paulistano. Mais do que a disputa pelo título, o desfile da Gaviões da Fiel reverberou importantes pautas sociais e ambientais. Com o enredo “Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã”, a escola dedicou sua apresentação à exaltação da resistência, da luta e do legado dos povos indígenas, ao mesmo tempo em que reforçava a urgente defesa do meio ambiente. Este tema ganhou ainda mais destaque com a presença e a manifestação da ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, que, durante o desfile, criticou abertamente o marco temporal e defendeu enfaticamente os territórios indígenas, conforme registros do g1 SP. Tal posicionamento, inserido no contexto de um evento de grande visibilidade nacional, ressalta a importância das políticas públicas e da preservação ambiental, temas de impacto direto no Amazonas e em Manaus. As alegorias da Gaviões, embora representassem a floresta e os povos originários, foram concebidas em uma estética azul e prateada, a "floresta dos sonhos", evitando o tradicional verde em alusão à rivalidade com o Palmeiras. O abre-alas, com 73 metros de comprimento e 22 metros de altura, foi o maior do Grupo Especial, utilizando cerca de 4.500 litros de água em sua composição cênica, evidenciando o gigantismo e o apelo visual da proposta. A fusão entre o espetáculo carnavalesco e a mensagem política e ambiental transformou o desfile em uma plataforma poderosa para o debate sobre questões cruciais para o futuro do Brasil e, em particular, para a região amazônica. Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/carnaval/2026/noticia/2026/02/17/integrantes-da-gavioes-da-fiel-comemoram-vice-campeonato-e-interditam-ponte-da-casa-verde-apos-perder-titulo-por-01-ponto.ghtml

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