Acordo Mercosul-UE será prioridade na Câmara, afirma Hugo Motta

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que o acordo Mercosul-União Europeia será tratado como prioridade máxima nas atividades parlamentares após o recesso, com discussão marcada para a primeira reunião de líderes em 28 de janeiro. O acordo, assinado recentemente em Assunção, visa criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, prometendo benefícios econômicos como crescimento, renda e investimentos. A ausência do presidente Lula na cerimônia de assinatura foi notada.

Tucupi

Tucupi

Acordo Mercosul-UE será prioridade na Câmara, afirma Hugo Motta
camera_altFoto: com
Destaque
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, recém-firmado, será a principal pauta no retorno das atividades parlamentares da Câmara dos Deputados após o recesso, conforme declaração do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), à CNN Brasil. A urgência na aprovação do tratado, que promete profundas transformações econômicas para o Brasil, será debatida já na primeira reunião de líderes de 2026, agendada para o dia 28 de janeiro, antes mesmo da retomada oficial dos trabalhos legislativos em 2 de fevereiro. Motta enfatiza a importância estratégica deste acordo, que levou 26 anos para ser negociado, destacando que ele representa uma oportunidade ímpar para o país. Em suas palavras, o esforço para agilizar a chancela parlamentar é fundamental, visto que o Brasil aguarda os potenciais benefícios comerciais há mais de duas décadas. O tratado, ao integrar 720 milhões de pessoas e somar um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 22 trilhões, é apontado como um catalisador para mais crescimento econômico, geração de renda e empregos, atração de investimentos e intensificação das trocas de novas tecnologias, impactando positivamente diversas regiões brasileiras, incluindo o Amazonas, que pode se beneficiar de novas dinâmicas de exportação e importação. A assinatura do acordo ocorreu neste sábado (17) em Assunção, Paraguai, com a presença dos presidentes dos países membros do Mercosul, à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ausência do chefe de Estado brasileiro na cerimônia gerou comentários, com o presidente paraguaio, Santiago Peña, expressando que a falta de Lula deixou um “sabor amargo”. Para entrar em vigor, o pacto necessita da ratificação pelos parlamentos de todas as nações envolvidas, processo que o presidente da Câmara brasileira pretende acelerar em função dos amplos benefícios econômicos esperados para o país. Este movimento institucional representa uma decisão de grande porte com impacto nacional e, consequentemente, regional, sobretudo no que tange à economia. Para o Amazonas, em particular, as mudanças nas regras de comércio internacional podem influenciar diretamente a Zona Franca de Manaus, o fluxo de produtos da biodiversidade e os investimentos em indústrias locais, exigindo atenção às novas oportunidades e desafios que se apresentarão com a efetivação do acordo. A articulação política em Brasília será crucial para definir o futuro da participação brasileira neste bloco econômico global. Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/jussara-soares/politica/motta-discutira-acordo-mercosul-ue-na-primeira-reuniao-de-lideres-de-2026/

Comentários

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Você receberá um e-mail para confirmar seu comentário.

Seja o primeiro a comentar!