Presidente Lula critica Hamas e defende Estado Palestino em declaração na ONU

Durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York, o presidente Lula classificou a guerra em Gaza como 'genocídio' e criticou o Hamas por suas ações. Ele defendeu veementemente a necessidade de uma solução de dois estados, apelando para que a ONU reconheça o Estado palestino para garantir a coexistência pacífica na região.

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Em uma declaração contundente proferida nesta quarta-feira (24) diretamente de Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a abordar a complexa situação da guerra em Gaza, classificando-a como um "genocídio". Suas palavras reverberam em um cenário internacional já tenso, destacando a postura brasileira em relação a um dos conflitos mais delicados da atualidade. A posição do chefe de estado brasileiro, transmitida em coletiva de imprensa, reforça a gravidade com que o governo federal tem encarado os desdobramentos na região do Oriente Médio, clamando por uma intervenção mais efetiva e pela proteção das vidas civis que estão sendo drasticamente impactadas pelo embate prolongado. O discurso de Lula, conforme noticiado pelo R7, aponta para a urgência de uma resolução duradoura. Além de reiterar sua condenação ao que chamou de extermínio em massa, o presidente Lula também direcionou críticas explícitas ao grupo extremista Hamas. "Aí também é a responsabilidade do Hamas, que nós já condenamos o atentado contra o povo de Israel, e o Hamas não pode ter feito o que fez e deixar o povo se matar, ser assassinado, como está sendo", declarou, conforme trechos da entrevista coletiva divulgados pela Record News. O líder brasileiro enfatizou que, embora condene as ações iniciais do Hamas, o grupo tem a responsabilidade de não agravar ainda mais o sofrimento da população civil palestina. A fala de Lula, ao atribuir parcela da responsabilidade a ambos os lados do conflito, busca uma abordagem que vai além da simples denúncia, incentivando a reflexão sobre as causas e consequências das hostilidades. Ainda em seu pronunciamento, o presidente brasileiro fez um apelo veemente por uma solução diplomática, defendendo com vigor o reconhecimento do Estado palestino como um passo crucial para a paz. "O Conselho de Segurança da ONU poderia ter tomado uma atitude. A mesma ONU que teve força para criar o Estado de Israel, precisa ter força para criar o Estado palestino", argumentou Lula. Ele lembrou que o Brasil, desde 2010, tem votado favoravelmente à criação de um Estado palestino, pois "para nós a única solução é a existência de dois estados vivendo harmonicamente sem nenhum problema". Esta visão, consistente com a política externa brasileira de longa data, visa estabelecer um marco para a coexistência pacífica e a segurança mútua na região, sendo um elemento central da diplomacia brasileira no cenário internacional, como reportado pelo R7. Fonte: https://noticias.r7.com/record-news/hora-news/video/o-hamas-nao-pode-ter-feito-o-que-fez-e-deixar-o-povo-se-matar-diz-lula-24092025/

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