China encerra embargo e libera frango do Rio Grande do Sul

A China encerrou oficialmente o embargo à importação de carne de frango do Rio Grande do Sul, imposto em julho de 2024 devido a um surto da Doença de Newcastle. A decisão, comunicada pelas autoridades chinesas e confirmada pelo Ministério da Agricultura do Brasil e pela ABPA, representa um alívio significativo para as exportações gaúchas e reafirma a credibilidade do sistema sanitário brasileiro, com a expectativa de retomada gradual dos embarques para um dos principais destinos da proteína animal do país.

Tucupi

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China encerra embargo e libera frango do Rio Grande do Sul
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Após um período de restrições que se estendeu por um ano e meio, a China comunicou oficialmente o fim do embargo à importação de carne de frango produzida no Rio Grande do Sul. A decisão, anunciada pelas autoridades chinesas na sexta-feira passada (16) e subsequentemente confirmada nesta terça-feira (20) tanto pelo Ministério da Agricultura brasileiro quanto por importantes entidades do setor, representa um alívio significativo para o agronegócio gaúcho. Este movimento estratégico revoga as restrições impostas desde julho de 2024, quando um surto da Doença de Newcastle foi detectado no estado, impactando diretamente as exportações locais e a balança comercial da proteína animal do país, conforme apurado pelo Jornal de Brasília. O bloqueio comercial, que gerou preocupação considerável no setor, havia sido formalizado em um comunicado conjunto emitido pela Administração-Geral das Alfândegas da China e pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país asiático, seguindo uma análise rigorosa e cautelosa de risco sanitário. A detecção da enfermidade, ocorrida especificamente em uma granja comercial no município de Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, levou o estado a declarar uma situação de emergência zoosanitária por um período de aproximadamente três semanas. A aguardada retomada das exportações, que vinha sendo tratada com prioridade pelo setor, foi finalmente viabilizada após a comprovação efetiva das robustas medidas de controle e erradicação da doença, assegurando assim a plena conformidade com todos os exigentes protocolos internacionais de saúde animal estabelecidos para o comércio global de proteína. Antes do embargo, a China representava quase 6% do total de embarques de frango do Rio Grande do Sul, e sua ausência no mercado impactou as exportações gaúchas, contribuindo para uma queda percentual em 2024. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) saudou a reabertura como um passo crucial para a normalização dos fluxos comerciais, destacando que “a decisão reafirma a credibilidade do sistema sanitário brasileiro e o reconhecimento internacional do nosso modelo de resposta”. As negociações, caracterizadas por um diálogo permanente e o envio de informações detalhadas sobre as ações de controle, geram a expectativa de uma retomada gradual dos embarques, à medida que os sistemas de habilitação forem atualizados e os certificados sanitários liberados, consolidando a China como destino estratégico para o frango brasileiro.

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