Gasolina no Brasil torna-se mais barata que no exterior; defasagem do diesel diminui, aponta Abicom

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) informa que a gasolina nas refinarias brasileiras está agora 2% mais barata que no mercado internacional, revertendo a situação de janeiro. O diesel, por sua vez, viu sua defasagem cair de 19% para 7% em relação aos preços do Golfo do México. Para alinhar os preços, a Abicom sugere um aumento de R$0,23 por litro no diesel e R$0,05 por litro na gasolina, considerando polos de importação como Itacoatiara. A Petrobras não reajusta o diesel desde maio de 2023 e a gasolina desde 27 de janeiro.

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Gasolina no Brasil torna-se mais barata que no exterior; defasagem do diesel diminui, aponta Abicom
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Destaque
A gasolina comercializada nas refinarias brasileiras inverteu a tendência observada até o final de janeiro e passou a ser vendida 2% mais barata em comparação com o mercado internacional, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Essa mudança representa um alívio inicial para o consumidor, embora a Abicom aponte para uma defasagem que, se mantida, poderia levar a reajustes futuros no cenário doméstico. Este panorama se desenrola em meio à notável volatilidade do preço do petróleo no mercado global, um fator constante de pressão sobre os custos dos combustíveis no país. A última alteração de preço da gasolina pela Petrobras ocorreu em 27 de janeiro, com uma redução de 5,2% para as distribuidoras, equivalente a menos R$ 0,14 por litro, buscando adequar-se às condições da época. O diesel, outro combustível essencial para a economia nacional, também registrou uma diminuição significativa em sua defasagem em relação aos preços internacionais. Após alcançar um pico de 19% de diferença no início de fevereiro, o valor praticado nas refinarias brasileiras estava 7% abaixo do preço do Golfo do México na última sexta-feira, conforme levantamento da Abicom. Para alinhar os preços ao cenário externo e evitar distorções no mercado, a associação sugere que o diesel poderia ser reajustado em R$ 0,23 por litro, enquanto a gasolina necessitaria de um aumento de R$ 0,05 por litro. Essas projeções consideram a média dos principais polos de importação, incluindo localidades estratégicas como Itaqui, Suape, Paulínia, Araucária, Itacoatiara e Aratu. A Petrobras, responsável por cerca de 80% do mercado de refino no Brasil, tem uma política de preços que se desvinculou do Preço de Paridade de Importação (PPI) em maio de 2023. Desde então, a estatal não realiza reajustes no diesel desde maio de 2023, mantendo os valores estáveis para as distribuidoras. A relevância desses dados se estende a regiões como o Amazonas e sua capital, Manaus, que dependem diretamente dos polos de importação, como o de Itacoatiara, mencionado pela Abicom. Flutuações nos preços dos combustíveis têm um impacto direto no custo de vida e na logística de transporte na região, que é majoritariamente fluvial e rodoviária, afetando desde o transporte de cargas até o custo do transporte público e individual. A dinâmica atual expõe o desafio intrínseco de equilibrar a estabilidade dos preços internos com as frequentes variações do mercado global de petróleo, uma tarefa complexa para as empresas do setor. Enquanto refinarias privadas, como a Refinaria de Mataripe na Bahia, afirmam seguir o Preço de Paridade de Importação (PPI), é notável que elas também não efetuaram reajustes recentes em seus combustíveis. A situação da Petrobras, que optou por uma estratégia de preços distinta após se desvincular do PPI, gera intensas discussões sobre a sustentabilidade de longo prazo para todo o setor de combustíveis no país e a fundamental necessidade de garantir o abastecimento contínuo em todas as regiões, incluindo as mais remotas da Amazônia. A Abicom, por sua vez, continua a monitorar diligentemente a situação, ressaltando a importância de manter os preços alinhados às referências internacionais para o bom funcionamento do mercado de importação e distribuição, assegurando a competitividade e a oferta. (Fonte: Jornal de Brasília - https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/assim-como-diesel-gasolina-no-brasil-fica-mais-barata-do-que-no-exterior-diz-abicom/)

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