Com liquidação do Pleno, FGC projeta rombo superior a R$ 50 bilhões em pagamentos a credores

A liquidação extrajudicial do Banco Pleno foi decretada, somando-se aos casos do Banco Master e Will Bank e elevando o compromisso do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para mais de R$ 50 bilhões em pagamentos a credores. Estima-se que o Pleno tenha 160 mil credores elegíveis a receber R$ 4,9 bilhões. Para recompor seu patrimônio, o FGC aprovou um plano que inclui a antecipação de sete anos de contribuições pelos bancos e discute-se um aumento das parcelas mensais e o uso de compulsórios bancários, pendente de aprovação do Banco Central.

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Com liquidação do Pleno, FGC projeta rombo superior a R$ 50 bilhões em pagamentos a credores
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A liquidação extrajudicial do Banco Pleno foi decretada recentemente pelo Banco Central, um movimento que amplia significativamente o passivo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Com esta nova incorporação, o “rombo” total a ser coberto pelo Fundo ultrapassará a marca de R$ 50 bilhões, uma vez que se soma aos processos de reembolso já em andamento para os credores do Banco Master e do Will Bank. Estima-se que o Pleno, que havia sido vendido em 2025 e não integrava mais o grupo Master, possua uma base de aproximadamente 160 mil credores elegíveis, os quais totalizam um montante de R$ 4,9 bilhões a serem ressarcidos. Essa quantia se adiciona aos R$ 40,6 bilhões devidos a investidores do Master e aos R$ 6,3 bilhões de clientes do Will Bank, consolidando o valor total de R$ 51,8 bilhões, conforme reportado pelo Jornal de Brasília. Diante do crescente volume de pagamentos, o FGC, que atualmente detém cerca de R$ 160 bilhões em patrimônio – dos quais aproximadamente R$ 125 bilhões estão disponíveis para uso imediato –, viu a necessidade de implementar um robusto plano de recomposição. Conforme detalhado pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/com-liquidacao-do-pleno-rombo-do-fgc-supera-marca-de-r-50-bilhoes/), o Conselho do Fundo aprovou um plano que prevê o adiantamento de um equivalente a cinco anos de contribuições pelos bancos no ano corrente, com mais antecipações de 12 meses em 2027 e 2028, totalizando sete anos de repasses adiantados. Além disso, discussões em curso sugerem um aumento extraordinário que pode variar de 30% a 60% no valor mensal pago pelas instituições financeiras ao FGC, visando fortalecer sua capacidade de cobertura futura. Uma proposta adicional, ainda em análise e dependente de aval do Banco Central, busca permitir que os bancos redirecionem recursos de compulsórios bancários para auxiliar na reconstrução do Fundo, um mecanismo que poderia injetar liquidez significativa. O FGC já atuou intensamente nos casos anteriores, tendo pago cerca de R$ 37 bilhões em garantias aos credores do Master, abrangendo mais de 90% do total, até a semana passada. Para o Will Bank, que teve sua liquidação decretada em janeiro, o Fundo também agilizou o pagamento a investidores com até R$ 1 mil a receber, em uma ação que custou R$ 200 milhões, enquanto os demais credores aguardam a consolidação da base pelo liquidante, salientando a complexidade e a escala dos desafios enfrentados pelo sistema financeiro brasileiro. A informação foi originalmente divulgada pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/com-liquidacao-do-pleno-rombo-do-fgc-supera-marca-de-r-50-bilhoes/). Fonte: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/com-liquidacao-do-pleno-rombo-do-fgc-supera-marca-de-r-50-bilhoes/

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