Percepção de Desproteção Social Entre Trabalhadores Brasileiros Atinge Mínima Histórica, Aponta FGV
Uma pesquisa recente do Ibre/FGV, a Sondagem do Mercado de Trabalho de dezembro, revela que 30,4% dos trabalhadores brasileiros acreditam não ter proteção social em caso de perda de emprego. Essa é a menor proporção registrada desde o início da série histórica da pesquisa, em junho de 2025. Pela primeira vez, a maioria (36,26%) dos entrevistados se sente protegida, um avanço atribuído à expansão do emprego formal. O estudo também apontou melhorias na satisfação com o trabalho e na percepção de suficiência da renda.
Tucupi

Destaque
Um levantamento recente do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) revelou que uma parcela considerável de trabalhadores brasileiros ainda se sente vulnerável, mas a percepção de desproteção social atingiu o nível mais baixo desde o início da série histórica da pesquisa. Dados da Sondagem do Mercado de Trabalho de dezembro, divulgada pelo Jornal de Brasília (jornaldebrasilia.com.br), indicam que 30,4% dos profissionais acreditam não ter cobertura de mecanismos de proteção social caso percam o emprego ou sua principal fonte de renda. Apesar de numerosa, essa proporção representa um avanço notável em comparação aos levantamentos anteriores, que começaram a ser feitos em junho de 2025, marcando um ponto importante na avaliação da segurança econômica dos cidadãos no país.
Em contrapartida, pela primeira vez na série histórica da pesquisa, a maioria dos entrevistados – 36,26% – afirmou sentir-se socialmente protegida diante de uma eventual perda de trabalho, superando a parcela dos que se sentem desprotegidos. Outros 33,4% dos trabalhadores se declaram parcialmente desprotegidos na mesma situação, evidenciando um cenário de melhoria geral na percepção da segurança no emprego. Essa mudança positiva é atribuída, principalmente, à contínua expansão do emprego formal no País, que oferece uma rede de segurança mais robusta para os trabalhadores. A percepção de proteção social, conforme a FGV, está intrinsecamente ligada aos benefícios proporcionados por um emprego com registro, como seguro-desemprego e outras garantias trabalhistas.
Rodolpho Tobler, economista do Ibre/FGV, ressaltou em nota oficial que o mercado de trabalho encerrou 2025 em uma situação favorável, registrando a menor taxa de desocupação da série histórica e um crescimento sustentado pela evolução das ocupações formais. "O resultado da sondagem corrobora esse cenário, ao mostrar que a maioria dos trabalhadores se sente protegido caso perdesse sua ocupação," explicou Tobler, destacando a correlação direta entre o emprego formal e o sentimento de segurança. Ele alertou, no entanto, que a continuidade dessa tendência favorável em 2026 dependerá do ritmo da atividade econômica, com uma possível desaceleração que pode frear o ímpeto observado em 2025, sugerindo um mercado de trabalho ainda promissor, mas com um ritmo de crescimento menos intenso.
Além da questão da proteção social, a sondagem também trouxe dados sobre a satisfação dos trabalhadores e a percepção de sua renda. A proporção de pessoas muito satisfeitas com o próprio trabalho principal registrou uma leve queda de 11,7% em novembro para 10,5% em dezembro, enquanto a fatia de satisfeitos subiu de 64,5% para 66,8%, indicando uma satisfação geral em alta. Houve também uma melhora na percepção de que a renda atual do trabalho é suficiente para arcar com despesas essenciais, passando de 69,8% em novembro para 70,6% em dezembro. Os dados analisados foram coletados entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2025, refletindo um panorama otimista, mas cauteloso para o cenário econômico brasileiro e com potenciais reflexos em todas as regiões do país, incluindo o Amazonas e Manaus.
Fonte: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/fgv-304-dos-trabalhadores-creem-nao-estarem-cobertos-por-protecao-social-caso-percam-emprego/
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