Presidente da CNA critica juros 'impraticáveis' e cobra fortalecimento do seguro rural nacional

O presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, criticou as altas taxas de juros no país, considerando-as 'impraticáveis' para o produtor agrícola devido à baixa margem de lucro do setor. Ele destacou a crescente independência do agronegócio em relação ao financiamento estatal, com mais de 70% dos recursos vindos de empresas externas e dos próprios produtores, ressaltando que a agricultura familiar ainda depende mais do governo e sofre com a burocracia. Martins também defendeu a modernização e o aumento dos subsídios para o seguro rural, que ele considera vital para a produção nacional, buscando equiparar o Brasil a países como os Estados Unidos em termos de cobertura.

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Em um cenário de desafios econômicos no Brasil, o presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva Junior, fez duras críticas às elevadas taxas de juros praticadas no país, qualificando-as como "impraticáveis" para os produtores agrícolas. Em entrevista concedida à CNN na última quarta-feira (11), Martins enfatizou que as atuais condições de financiamento se mostram particularmente prejudiciais a um setor que opera com margens de lucro já reduzidas. A posição da CNA reflete uma preocupação generalizada sobre o custo do capital e seu impacto direto na capacidade de investimento e na sustentabilidade das atividades rurais em todo o território nacional, incluindo regiões estratégicas como o Amazonas, onde a economia local tem forte dependência do setor primário e da agricultura familiar, que ainda carece de maior apoio governamental. Martins detalhou que o agronegócio brasileiro tem demonstrado uma crescente autonomia em relação aos aportes governamentais. Segundo ele, atualmente, mais de 70% do financiamento do setor provém de empresas externas e dos próprios produtores rurais, um percentual que tem se expandido progressivamente. Contudo, o presidente da CNA ressaltou que, embora o setor como um todo busque independência, a agricultura familiar ainda se mantém significativamente dependente de subsídios estatais, enfrentando barreiras burocráticas no acesso a esses recursos. Essa distinção é crucial para o Amazonas, onde a agricultura familiar desempenha um papel fundamental na segurança alimentar e na geração de renda, e políticas nacionais de crédito e financiamento podem ter um impacto regional substancial. Além das taxas de juros, o líder da CNA abordou a relevância do seguro rural, defendendo-o como uma "luta antiga" da entidade e um tema onde a participação governamental é essencial. Martins destacou a importância vital do seguro rural para a produção agropecuária nacional, especialmente em um país com a vasta diversidade climática e de solo como o Brasil. Em discussões sobre a modernização do seguro rural, a CNA propôs a liberação de R$ 3 bilhões para cobrir subsídios, visando expandir a cobertura que, atualmente, abrange apenas cerca de 3% da produção, em contraste com níveis superiores a 90% em países como os Estados Unidos. A melhoria e ampliação do seguro rural são vistas como medidas urgentes para mitigar riscos e garantir a estabilidade do setor em todas as regiões, incluindo o norte do país, frequentemente afetado por extremos climáticos. Para o Amazonas, cujas atividades econômicas estão intrinsecamente ligadas ao uso do solo e aos recursos naturais, as críticas às altas taxas de juros e a defesa de um seguro rural robusto são notícias de grande relevância. As decisões sobre a política econômica e os investimentos em subsídios agrícolas têm um efeito cascata que atinge diretamente a capacidade de produtores locais de investir, expandir e se proteger contra intempéries. A melhoria das condições de financiamento e a garantia de um sistema de seguro rural eficiente poderiam impulsionar o desenvolvimento econômico da região, fortalecer a agricultura familiar e promover uma gestão mais resiliente do território frente aos desafios climáticos e econômicos. (Fonte: CNN Brasil - https://www.cnnbrasil.com.br/agro/presidente-da-cna-taxas-de-juros-sao-impraticaveis/)

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