Brasil estagna em 107º lugar em índice global de corrupção, com impactos para a governança e desenvolvimento regional
O Brasil manteve, em 2025, sua segunda pior nota histórica no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), permanecendo na 107ª posição entre 182 países. O relatório da Transparência Internacional aponta estagnação no combate à corrupção, refletindo um cenário de macrocorrupção, fragilidades institucionais persistentes e crescente infiltração do crime organizado, com especial menção à corrupção no sistema financeiro e advocacia, desafios que impactam diretamente a governança, a economia e o meio ambiente em todas as regiões, incluindo o Amazonas.
Tucupi

Destaque
O Brasil registrou em 2025 um resultado preocupante no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), mantendo a 107ª posição entre 182 países e territórios avaliados, conforme relatório divulgado pela Transparência Internacional. Com uma pontuação de 35 em uma escala de 0 a 100, onde notas menores indicam maior percepção de corrupção, o país demonstrou uma estagnação em relação ao ano anterior. Essa performance, que repete a segunda pior nota da série histórica, posiciona o Brasil significativamente abaixo das médias global e das Américas, ambas em 42 pontos, sinalizando que os esforços de combate à corrupção não têm sido suficientes para reverter um quadro de fragilidade institucional e sistêmica que afeta todas as esferas da sociedade brasileira, conforme noticiado pela CNN Brasil.
O estudo aponta que o desempenho brasileiro é um reflexo de um cenário contínuo de sucessivos casos de macrocorrupção e de fragilidades institucionais que persistem ao longo do tempo. Bruno Brandão, diretor executivo da Transparência Internacional no Brasil, destacou que, embora o país tenha tido uma resposta firme do Supremo Tribunal Federal em casos contra a democracia, também chocou o mundo com escândalos de corrupção em escala inédita e episódios de impunidade. O relatório Retrospectiva 2025, lançado paralelamente, enfatiza um agravamento da infiltração do crime organizado no Estado brasileiro, um fenômeno que se manifesta por meio da corrupção no sistema financeiro e na advocacia, comprometendo a integridade de órgãos públicos e a eficácia de políticas em todas as regiões do país, incluindo as mais vulneráveis como a Amazônia.
Entre as operações de grande impacto mencionadas estão investigações sobre desvios de emendas parlamentares, fraudes previdenciárias no INSS e a maior fraude bancária já registrada no país. Tais desvios e fragilidades institucionais possuem um impacto direto na capacidade do Estado de investir em áreas cruciais como infraestrutura, saúde, educação e, notavelmente, na proteção ambiental, elementos vitais para o desenvolvimento regional, especialmente em estados como o Amazonas. A ineficácia no combate a essas práticas corruptas pode exacerbar problemas sociais e ambientais, desviando recursos que poderiam ser aplicados na economia local e na conservação de biomas estratégicos.
Diante deste panorama, a Transparência Internacional reitera a urgência de retomar uma agenda consistente de enfrentamento à corrupção, que exige maior coordenação institucional e o fortalecimento dos mecanismos de controle e transparência. A resposta do governo federal a alguns escândalos, por sua vez, foi criticada por ser tardia e politicamente controversa, o que acende um alerta sobre a necessidade de um comprometimento mais robusto e eficaz por parte das autoridades para combater as raízes da corrupção. A luta contra essas práticas não só melhora a imagem do Brasil no cenário internacional, mas também é fundamental para garantir a alocação justa e eficiente de recursos, impulsionando a economia e protegendo o meio ambiente em todas as unidades federativas, com especial atenção às necessidades e particularidades do Amazonas.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/brasil-fica-em-107-lugar-em-indice-que-mede-corrupcao-no-mundo/
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