Juros Altos Dificultam Acesso a Crédito para 80% das Indústrias Brasileiras, Aponta CNI

Uma pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a ABDE, revela que 80% das empresas industriais brasileiras enfrentam dificuldades para obter crédito de curto ou médio prazo, apontando os juros elevados como o principal entrave. O levantamento também indica desafios para o crédito de longo prazo, com muitas empresas optando por não buscar financiamento ou encontrando barreiras significativas ao tentar.

Tucupi

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Juros Altos Dificultam Acesso a Crédito para 80% das Indústrias Brasileiras, Aponta CNI
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Destaque
Uma pesquisa conduzida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), revela um cenário desafiador para o setor industrial brasileiro no que tange ao acesso a crédito. O estudo aponta que oito de cada dez empresas industriais que buscam financiamento de curto ou médio prazo se deparam com dificuldades, citando os juros elevados como o principal obstáculo. Essa realidade econômica nacional, conforme detalhado pelo Jornal de Brasília, tem o potencial de gerar reflexos diretos em regiões como o Amazonas e sua capital, Manaus, onde a indústria, em especial a do Polo Industrial de Manaus (PIM), é um pilar fundamental da economia local. A restrição no crédito pode impactar a capacidade de investimento, expansão e até mesmo a manutenção das operações, afetando a geração de empregos e a dinâmica econômica da região. Os dados do levantamento são contundentes: 80% das empresas industriais que enfrentam obstáculos para obter crédito de curto e médio prazo atribuem essa dificuldade aos juros altos. Para o crédito de longo prazo, superior a cinco anos, a situação é similar, com 71% dos empresários industriais apontando os juros elevados como o principal entrave. Além dos custos financeiros proibitivos, outros fatores relevantes citados incluem a exigência de garantias reais, como bens móveis ou imóveis, mencionada por 32% dos respondentes para o crédito de curto/médio prazo e por 31% para o longo prazo. A falta de linhas de crédito adequadas às necessidades específicas das empresas também aparece como um problema, sendo citada por 17% dos entrevistados em ambos os cenários de prazo de financiamento. Conduzida entre 1º e 12 de agosto de 2025, a pesquisa ouviu 1.783 empresas industriais de diversos portes – 439 grandes, 637 médias e 713 pequenas. Os resultados indicam que, entre fevereiro e julho de 2025, uma parcela significativa das empresas não buscou contratar ou renovar crédito: 54% para o longo prazo e 49% para o curto e médio prazo. Entre as que buscaram, as dificuldades foram palpáveis. Aproximadamente um terço das empresas industriais que procuraram crédito de longo prazo não obteve sucesso, e cerca de 20% das que buscaram crédito de curto e médio prazo também não conseguiram contratar ou renovar. Aquelas que renovaram o crédito, em sua maioria (47%), avaliaram que as condições de acesso não melhoraram nem pioraram, mas 35% das empresas no curto/médio prazo e 33% no longo prazo relataram uma piora nas condições. Este panorama de escassez e custo elevado do crédito no Brasil sinaliza um desafio para a competitividade da indústria nacional. Empresas que dependem de capital para modernização, inovação e manutenção de fluxo de caixa são diretamente impactadas. Para as indústrias sediadas no Amazonas, a situação é agravada pela necessidade de logística específica e, muitas vezes, de maiores investimentos em infraestrutura, tornando o acesso facilitado a linhas de crédito essenciais para seu desenvolvimento e sustentabilidade. A CNI e a ABDE continuam a monitorar esses indicadores, que são cruciais para a formulação de políticas econômicas que possam aliviar a pressão sobre o setor produtivo. Fonte: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/cni-80-das-industrias-com-dificuldade-de-obter-credito-aponta-juros-altos-como-entrave/

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