Fiocruz Lidera Estudo Nacional com Nova Injeção Semestral Contra HIV, Incluindo Manaus, Visando o SUS
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciará um estudo em sete cidades brasileiras, incluindo Manaus, para testar o lenacapavir, um novo medicamento injetável semestral para profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV. O objetivo é avaliar a eficácia da droga para sua possível incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS). A medicação já foi aprovada pela Anvisa, mas seu alto custo e a definição de preços no Brasil são pontos a serem resolvidos antes de uma eventual oferta pública.
Tucupi

Destaque
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está prestes a iniciar um estudo crucial com o lenacapavir, um inovador medicamento de profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV, que se destaca por sua administração injetável semestral. A pesquisa será conduzida em sete cidades estratégicas do Brasil: Campinas, Florianópolis, Manaus, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O principal objetivo dessa iniciativa nacional é reunir dados e resultados robustos que possam embasar a avaliação e a eventual incorporação do fármaco ao Sistema Único de Saúde (SUS), visando ampliar as opções de prevenção contra o HIV no país. A inclusão de Manaus na lista de localidades onde o estudo será implementado destaca o alcance e a relevância regional da pesquisa, que poderá ter reflexos diretos na saúde pública da capital amazonense e, por extensão, de todo o estado. Conforme reportado pelo Jornal de Brasília, a expectativa é que essa nova abordagem ofereça uma alternativa mais prática e eficaz para grupos específicos.
O lenacapavir, comercializado sob o nome Sunlenca, já recebeu a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 12 de janeiro, um marco importante para sua introdução no cenário da saúde brasileira. O medicamento atua de maneira inovadora em diversas etapas do ciclo replicativo do HIV, conferindo-lhe um alto potencial preventivo. O estudo, intitulado ImPrEP LEN Brasil, foca em populações-chave, incluindo homens gays e bissexuais, pessoas não binárias designadas biologicamente do sexo masculino e pessoas transgênero, com idade entre 16 e 30 anos, grupos considerados de maior vulnerabilidade. A Gilead Sciences, farmacêutica responsável pela droga, disponibilizou as doses, e o início efetivo das aplicações está condicionado à chegada de agulhas específicas, essenciais para a administração correta do fármaco injetável.
No entanto, a implementação em larga escala do lenacapavir enfrenta um obstáculo significativo: seu custo elevado. Embora um estudo na revista The Lancet estime que o custo real de produção possa variar entre US$ 25 e US$ 46 por pessoa anualmente, o preço anual do tratamento nos Estados Unidos pode ultrapassar US$ 28 mil por paciente, o que equivale a mais de R$ 150 mil na cotação atual. No Brasil, a definição do preço máximo ainda será estabelecida pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A Gilead Sciences, em declaração ao Estadão e repercutida pelo Jornal de Brasília, informou que o valor comercial para o mercado brasileiro ainda não foi definido e que comparações com preços internacionais não refletem o processo local. A eventual oferta pelo SUS depende de rigorosas avaliações da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e da aprovação do Ministério da Saúde, processos que possuem fluxos e prazos próprios, sem estimativa de data para uma possível inclusão no sistema público de saúde, conforme a farmacêutica.
Fonte: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/saude/injecao-semestral-contra-hiv-sera-testada-pela-fiocruz-em-sete-cidades-brasileiras/
Comentários
Deixe seu comentário
Seja o primeiro a comentar!
