Isenção do IR: 47% dos brasileiros sentem impacto na renda, aponta Quaest

Uma pesquisa Quaest, divulgada pelo g1, revela que 47% dos brasileiros sentiram algum impacto na renda familiar após a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. Desses, 15% notaram um aumento significativo em janeiro. A medida, que beneficia cerca de 15 milhões de contribuintes, é custeada em parte por uma nova cobrança sobre contribuintes de alta renda com ganhos anuais acima de R$ 600 mil.

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Isenção do IR: 47% dos brasileiros sentem impacto na renda, aponta Quaest
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Uma pesquisa recente da Quaest, encomendada pela Genial Investimentos e divulgada pelo g1, lançou luz sobre o impacto inicial da nova faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores com ganhos de até R$ 5 mil mensais. O levantamento, realizado entre os dias 5 e 9 de fevereiro com 2.004 pessoas em todo o país, revelou que 47% dos entrevistados sentiram alguma mudança na renda familiar desde a implementação da medida em janeiro. Deste grupo, uma parcela significativa de 15% percebeu um aumento substancial em seus rendimentos, enquanto 32% indicaram um incremento, mas de menor proporção. O restante, cerca de 50%, ainda não notou diferença, e 3% não soube ou não quis responder, conforme reportado originalmente pelo g1 em 12 de fevereiro de 2026. Apesar da percepção de impacto entre quase metade dos consultados, a pesquisa também detalhou que 67% dos brasileiros declararam não ter sido diretamente beneficiados pela nova regra de isenção, enquanto 30% afirmaram o contrário. Essa distinção sugere que, embora a medida gere um efeito indireto na economia e no poder de compra, o benefício direto ainda não alcançou a maioria da população, conforme os dados da Quaest. A expectativa do governo, corroborada por economistas como Bruno Carazza, doutor em Direito Econômico pela UFMG e comentarista do Jornal da Globo, é que a isenção beneficie cerca de 15 milhões de contribuintes em nível nacional. Para aqueles que se enquadram na faixa de até R$ 5 mil, a projeção é de um ganho médio de R$ 312,89 na renda mensal, aliviando o orçamento de milhões de famílias brasileiras. A legislação que instituiu a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês, ou R$ 60 mil anuais, foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República, entrando em vigor no início de 2026. Um ponto crucial dessa reforma é o mecanismo de custeio: para compensar a renúncia fiscal gerada pela isenção, o texto legal estabeleceu uma nova cobrança sobre contribuintes de alta renda, especificamente aqueles com ganhos anuais superiores a R$ 600 mil. Segundo os cálculos do economista Bruno Carazza, um grupo estimado entre 140 mil e 150 mil pessoas, que recebem mais de R$ 50 mil mensais, será responsável por arcar com parte dos custos da medida. Essa abordagem busca equilibrar as contas públicas ao mesmo tempo em que promove um alívio fiscal para a base da pirâmide de contribuintes. Além da isenção direta, a nova lei também prevê um desconto progressivo para quem recebe até R$ 7.350 mensais, estendendo um certo nível de benefício a uma faixa um pouco maior da população trabalhadora. Contribuintes com rendimentos acima desse patamar não são afetados pelas mudanças e continuam sujeitos à alíquota de 27,5% do Imposto de Renda. A complexidade e o alcance da reforma fiscal representam um movimento significativo na política econômica do país, visando redistribuir a carga tributária e estimular o consumo e a capacidade de investimento das famílias de menor e média renda. Os resultados da pesquisa Quaest, portanto, oferecem um panorama inicial vital sobre a receptividade e o impacto tangível de uma das mais importantes políticas públicas econômicas implementadas recentemente no Brasil. Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/02/12/47percent-dos-brasileiros-dizem-que-sentiu-impacto-na-renda-apos-a-isencao-do-ir-para-quem-ganha-ate-r-5-mil-diz-quaest.ghtml

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