Tratamento Especializado para Epilepsia no HCB Transforma Qualidade de Vida de Crianças e Adolescentes

O Hospital da Criança de Brasília (HCB) oferece atendimento especializado para crianças e adolescentes com epilepsia, utilizando tratamentos como medicamentos, dieta cetogênica e cirurgias para reduzir crises convulsivas e melhorar a qualidade de vida. O artigo do Jornal de Brasília destaca a importância do diagnóstico precoce e a abordagem multidisciplinar para casos farmacorresistentes, ilustrando com o caso de um paciente que alcançou maior autonomia.

Tucupi

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Tratamento Especializado para Epilepsia no HCB Transforma Qualidade de Vida de Crianças e Adolescentes
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Destaque
O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) tem se destacado por oferecer atendimento especializado de ponta para crianças e adolescentes que convivem com a epilepsia, uma condição neurológica que exige atenção contínua. As intervenções realizadas pela instituição visam não apenas a redução drástica das crises convulsivas, mas também o fomento de uma maior autonomia e qualidade de vida para seus jovens pacientes, permitindo-lhes desenvolver plenamente suas potencialidades. A relevância do tema é amplificada pelo Dia Internacional da Epilepsia, observado na segunda segunda-feira de fevereiro, uma data crucial para disseminar informações e combater o estigma associado à doença, caracterizada por atividade cerebral anormal que resulta em descargas elétricas e episódios convulsivos, conforme detalhado em reportagem do Jornal de Brasília. O tratamento no HCB é abrangente, englobando consultas ambulatoriais, internações quando necessárias e, em casos específicos, intervenções cirúrgicas. A neurologista Maria Olívia Fernandes, do HCB, explica que a epilepsia é uma predisposição do cérebro a crises não provocadas, com impactos que se estendem para além do aspecto biológico, afetando também as dimensões psicológicas, sociais e financeiras tanto do paciente quanto de sua família. Embora o tratamento inicial frequentemente envolva o uso de medicamentos, cerca de 30% dos pacientes, tanto adultos quanto crianças, são farmacorresistentes, demandando abordagens mais complexas e especializadas. Nesses cenários desafiadores, o hospital recorre a terapias alternativas, como a dieta cetogênica, que modifica a fonte de energia para o cérebro, e procedimentos cirúrgicos cuidadosamente indicados, buscando sempre o melhor resultado para cada indivíduo. A importância do diagnóstico precoce e preciso é crucial, sendo estabelecido após a ocorrência de pelo menos duas crises convulsivas não provocadas em um intervalo superior a 24 horas. A neurologista Renata Brasileiro, também atuante no HCB, ressalta que as crises tônico-generalizadas, mais conhecidas pelo público leigo, não são as mais frequentes em crianças. Nesses pacientes pediátricos, é mais comum observar crises focais, que podem se manifestar como uma parada comportamental, movimentos ritmados, tremores em um membro específico ou desvio facial, exigindo uma observação atenta dos pais e cuidadores. Indícios como movimentos anormais nos braços ou pernas, paradas frequentes ou convulsões clássicas devem motivar a busca por ajuda médica imediata. O HCB, para confirmar o diagnóstico e monitorar a atividade cerebral, emprega métodos como o histórico clínico detalhado, ressonância magnética e eletroencefalograma, conforme apurado pelo Jornal de Brasília. Um exemplo inspirador do sucesso dessas abordagens é a história de João Pedro Gonçalves, um menino de 12 anos. Ele teve sua primeira crise aos 2 anos, mas somente aos 5, após um traumatismo craniano grave que o levou ao HCB, recebeu o diagnóstico. Após sete anos de acompanhamento intensivo e tratamento multidisciplinar, incluindo internações iniciais, João Pedro conseguiu um controle significativamente melhor das suas crises. Seguindo rigorosamente as orientações da equipe médica, ele conseguiu reduzir a frequência dos episódios, integra a prática de atividades físicas em sua rotina, mantém uma alimentação saudável e um sono regular, e, o que é notável, gerencia autonomamente a ingestão de suas duas medicações diárias. Essa jornada demonstra o impacto transformador que o atendimento especializado e o suporte contínuo podem ter na vida de crianças e adolescentes com epilepsia, proporcionando-lhes uma vida com mais qualidade e independência. A reportagem original foi publicada em 9 de fevereiro de 2024 pelo Jornal de Brasília, e pode ser acessada em https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/saude/tratamento-para-epilepsia-melhora-qualidade-de-vida-de-criancas-e-adolescentes/.

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