Anvisa proíbe lotes de fórmula infantil da Nestlé após internação de bebê em MS; Impacto nacional na segurança alimentar
Um bebê de 2 meses foi internado em Dourados, MS, sob suspeita de intoxicação após consumir uma fórmula infantil da Nestlé que teve lotes proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A agência sanitária vetou a comercialização de produtos específicos devido ao risco de contaminação pela toxina cereulide, produzida pela bactéria Bacillus cereus, que pode causar vômitos e diarreia. A Nestlé iniciou um recolhimento voluntário global dos lotes afetados, e a Prefeitura de Dourados reforça a fiscalização e a Anvisa orienta os pais a ficarem atentos e procurarem atendimento médico em caso de sintomas.
Tucupi
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Destaque
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou sua atuação e impôs a proibição da comercialização de diversos lotes de fórmulas infantis da Nestlé, com abrangência em todo o território nacional. Essa medida drástica foi desencadeada após a internação de um bebê de apenas dois meses de idade em Dourados, Mato Grosso do Sul, sob grave suspeita de intoxicação alimentar. O incidente, que veio à tona no último dia 13 de janeiro de 2026, conforme detalhado em reportagem do g1 MS, acendeu um alerta robusto para a segurança alimentar infantil e rapidamente mobilizou autoridades de saúde pública em escala nacional, gerando preocupação entre pais e cuidadores. A pequena criança foi prontamente hospitalizada em um serviço particular, onde as investigações clínicas e laboratoriais estão em curso para determinar a exata relação entre o consumo do produto em questão e o preocupante quadro de saúde apresentado, enquanto a comunidade aguarda ansiosamente pelos resultados dos exames pertinentes.
A resolução da Anvisa, identificada pelo número 32/2026 e formalmente publicada em 7 de janeiro, que determina de forma incisiva o recolhimento e a proibição da venda dos lotes específicos, configura-se como uma medida de caráter estritamente preventivo e de suma importância estratégica para a saúde pública brasileira. A base para essa decisão regulatória foi a identificação inequívoca de risco de contaminação pela cereulide, uma potente toxina biológica que é produzida pela bactéria *Bacillus cereus*. A ingestão dessa substância perigosa pode acarretar sérios e debilitantes problemas de saúde em crianças, incluindo episódios de vômitos persistentes, diarreia severa e o preocupante estado de letargia, caracterizado por uma sonolência excessiva e uma diminuição notável da capacidade de reação e interação. Tais quadros clínicos justificam a imediata e rigorosa suspensão do uso de todos os produtos envolvidos, com o objetivo primordial de salvaguardar a integridade e a vida dos consumidores, em especial os lactentes, que são particularmente vulneráveis.
Em resposta à situação e às exigências regulatórias, a Nestlé Brasil Ltda. informou que o recolhimento dos produtos é uma ação voluntária e que se estende globalmente. Esta medida foi desencadeada após a detecção da toxina em um ingrediente fornecido por um parceiro internacional de óleos terceirizados, utilizado em uma fábrica localizada na Holanda, evidenciando a complexidade das cadeias de suprimentos globais. No Brasil, apenas os lotes especificamente indicados pela Anvisa foram afetados pelo recall, sem que isso impacte os demais produtos das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino. A empresa orienta os consumidores a entrarem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para procedimentos de troca ou devolução, conforme informações nas embalagens.
Paralelamente à ação da Anvisa e ao recall da Nestlé, a Prefeitura de Dourados, em Mato Grosso do Sul, anunciou um reforço nas fiscalizações em farmácias e supermercados locais, a fim de garantir a retirada imediata dos produtos proibidos e proteger a população. Este incidente sublinha a importância da vigilância sanitária contínua e da rápida resposta regulatória para salvaguardar a saúde pública, representando um desafio significativo para a segurança do consumidor em todo o país. A orientação primordial permanece sendo a de que pais e responsáveis verifiquem atentamente os lotes das fórmulas infantis e procurem atendimento médico imediato em caso de sintomas após o consumo, levando consigo a embalagem do produto suspeito.
Fonte: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/01/13/suspeita-de-intoxicacao-e-investigada-apos-bebe-ser-internado-em-ms-por-consumo-de-formula-infantil-proibida-pela-anvisa.ghtml
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