Falha em Lançamento na Índia Perde Cinco Satélites Brasileiros, Incluindo Protótipo Crucial para Monitoramento Ambiental
Um foguete indiano PSLV-C62, que transportava cinco satélites brasileiros, incluindo o nanossatélite Aldebaran-I da UFMA, sofreu uma falha pouco após o lançamento na Índia e foi perdido. O Aldebaran-I era um protótipo destinado a validar novas tecnologias e auxiliar na localização de queimadas e em missões de busca e resgate no mar, representando um revés para o Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae).
Tucupi

Destaque
O Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) sofreu um significativo revés com a perda de cinco satélites brasileiros, incluindo um protótipo crucial para o monitoramento ambiental, após uma falha no lançamento de um foguete indiano na madrugada de segunda-feira (12). O veículo, modelo PSLV-C62, que partiu do Centro Espacial Satish Dhawan, na Índia, transportava 15 equipamentos, entre eles o satélite indiano EOS-N1 e um conjunto de dispositivos desenvolvidos no Brasil. A Agência Espacial Indiana (Isro) confirmou a anomalia no terceiro dos quatro estágios do foguete, resultando na alteração da trajetória e na subsequente perda do equipamento, sem que o local exato da queda fosse divulgado. Este incidente representa um ponto de interrogação sobre o futuro imediato de algumas iniciativas de pesquisa e desenvolvimento espacial do país, impactando diretamente o avanço de tecnologias nacionais.
Entre os satélites perdidos, destacava-se o nanossatélite Aldebaran-I, um projeto ambicioso da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com apoio financeiro e institucional da Agência Espacial Brasileira (AEB). O Aldebaran-I era concebido como um protótipo de validação de novas tecnologias, com a promissora função de auxiliar na localização de queimadas — uma capacidade de extrema relevância para regiões como o Amazonas, que historicamente enfrenta desafios ambientais significativos relacionados ao desmatamento e incêndios. Além disso, o dispositivo tinha potencial para apoiar autoridades costeiras em operações de busca e resgate de pequenas embarcações pesqueiras, sublinhando sua importância para a segurança e monitoramento marítimo nacional. A perda deste equipamento, portanto, não afeta apenas a pesquisa tecnológica, mas também atrasa a potencial aplicação de ferramentas vitais para a proteção ambiental e a segurança pública no território brasileiro, especialmente em áreas de alta vulnerabilidade.
O projeto Aldebaran-I, que já somava cinco anos de desenvolvimento, era um cubesat padrão 1U, um dispositivo cúbico de 10 centímetros de lado, e seu nome era uma homenagem à estrela mais brilhante da constelação de Touro. Além dele, outros quatro nanossatélites brasileiros – Orbital Temple, EduSat-1, Galaxy Explorer e UaiSat – também foram perdidos na mesma missão. Todos esses equipamentos faziam parte do Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) 2022–2031, coordenado pela AEB, que tem como objetivo fomentar o desenvolvimento de nanossatélites acadêmicos de baixo custo e alta relevância social. A interrupção desses projetos devido ao incidente indiano levanta questões sobre os próximos passos para a recuperação e continuidade dessas importantes iniciativas, que visam a autonomia tecnológica e o desenvolvimento científico do Brasil em um setor de crescente importância global.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/foguete-que-levava-satelites-brasileiros-some-apos-lancamento-na-india/
Comentários
Deixe seu comentário
Seja o primeiro a comentar!
