Petrobras Reativa Fábricas de Fertilizantes na Bahia e Sergipe para Impulsionar Produção Nacional de Ureia e Reduzir Dependência Externa
A Petrobras está reativando a produção de ureia, amônia e ARLA 32 nas Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafens) em Sergipe e Bahia, com investimentos de R$ 38 milhões em cada unidade. A iniciativa visa reduzir a dependência brasileira da importação de ureia, suprindo até 35% da demanda nacional, e já gerou 1.350 empregos diretos e 4.050 indiretos. A produção apoiará o agronegócio e a indústria, além de contribuir para a redução de emissões veiculares.
Tucupi

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A Petrobras anunciou a retomada da produção de ureia nas Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafens) localizadas nos estados de Sergipe e Bahia, um movimento estratégico de grande relevância que visa diminuir a dependência do Brasil na importação deste insumo vital para o agronegócio nacional. Com investimentos iniciais de R$ 38 milhões em cada unidade, a estatal projeta suprir até 35% da demanda do mercado interno, que atualmente é quase que inteiramente abastecida por produtos estrangeiros, o que representa uma vulnerabilidade estratégica para o setor agrícola do país. A unidade de Sergipe, especificamente situada no município de Laranjeiras, já iniciou a produção de ureia em 3 de janeiro, demonstrando agilidade na reativação após ter retomado a amônia em dezembro do ano anterior. Já a planta de Camaçari, na Bahia, concluiu sua necessária manutenção e está agora em fase de comissionamento, com a expectativa firme de iniciar sua produção de ureia até o final deste mês, conforme detalhado e divulgado pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/petrobras-fabricas-de-fertilizantes-de-sergipe-e-bahia-iniciam-producao-de-ureia-este-mes/), reforçando o compromisso da empresa com a segurança alimentar e energética do país.
As Fafens de Sergipe e Bahia não se limitarão à produção de ureia, desempenhando um papel multifacetado ao contribuir também com a produção de amônia e ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo). Este último é um produto de suma importância, essencial para a redução de emissões veiculares e, consequentemente, para a preservação ambiental, alinhando-se às metas globais de sustentabilidade e responsabilidade corporativa. A capacidade produtiva dessas unidades é bastante significativa e estratégica para o país: a planta sergipana, por exemplo, tem a capacidade de entregar 1.800 toneladas de ureia por dia, o que equivale a 7% do mercado nacional, enquanto a unidade baiana pode produzir 1.300 toneladas diárias, correspondendo a 5% do mercado. A retomada dessas operações não apenas fortalece a indústria nacional, mas já impacta positivamente o mercado de trabalho, gerando um total de 1.350 empregos diretos e 4.050 indiretos, reforçando de maneira substancial a economia local e regional em ambos os estados, um benefício social e econômico considerável.
William França, diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, destacou em nota que as duas Fafens, juntamente com a Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA) no Paraná, responderão por 20% da demanda total de ureia do Brasil. A ambição da Petrobras é expandir ainda mais essa participação, com planos de elevar a produção nacional para 35% nos próximos anos, impulsionada pela construção de uma nova planta no Mato Grosso do Sul. “Atualmente, toda a ureia consumida no Brasil é importada. Com a retomada da produção nacional, a Petrobras amplia a oferta do insumo no mercado interno, reduz a dependência externa e fortalece a cadeia produtiva do agronegócio”, explicou França, ressaltando o caráter estratégico da iniciativa que utiliza gás natural como principal matéria-prima, agregando valor à indústria, ao setor agrícola e ao país, e apresentando possíveis reflexos na estabilidade de preços e disponibilidade de insumos agrícolas em todas as regiões, incluindo o Amazonas e Manaus.
Fonte: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/petrobras-fabricas-de-fertilizantes-de-sergipe-e-bahia-iniciam-producao-de-ureia-este-mes/
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