Projeto 'Teatro do Oprimido' Leva Oficinas Gratuitas e Inclusivas ao Interior do Amazonas

O projeto 'Oficinas formativas em Teatro do Oprimido' está expandindo suas atividades gratuitas para os municípios de Coari, Iranduba e Rio Preto da Eva, no interior do Amazonas, durante o mês de janeiro. A iniciativa, que conta com o apoio dos governos estadual e federal, visa promover a inclusão social e ampliar o acesso à linguagem teatral para públicos em situação de vulnerabilidade, utilizando a metodologia de Augusto Boal. O projeto já realizou ações em Manaus e Novo Airão, reforçando o compromisso com a cultura e a educação no estado.

Tucupi

Tucupi

Projeto 'Teatro do Oprimido' Leva Oficinas Gratuitas e Inclusivas ao Interior do Amazonas
camera_altFoto: am
Destaque
O cenário cultural do Amazonas foi palco, neste mês de janeiro, da expansão do projeto “Oficinas formativas em Teatro do Oprimido: possíveis experimentações para narrativas (auto)biográficas no ensino de ciência e a vida”. A iniciativa, conforme divulgado pelo portal Cultura do Governo do Amazonas (cultura.am.gov.br), levou práticas teatrais gratuitas a três municípios do interior do estado: Coari, Iranduba e Rio Preto da Eva, marcando uma nova etapa em seu compromisso com a democratização do acesso à arte. Este relevante esforço cultural é um reflexo do apoio interinstitucional, contando com o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, e do Governo Federal, via Política Nacional Aldir Blanc de fomento à cultura. O objetivo é claro: ampliar o acesso às artes cênicas em regiões que, muitas vezes, não contam com a mesma oferta cultural da capital, fomentando a expressão artística e o desenvolvimento social em contextos educativos e comunitários e, assim, fortalecendo a rede cultural do estado. A programação do projeto foi meticulosamente elaborada para atender a públicos específicos, priorizando aqueles em situação de vulnerabilidade social. Em Coari, município distante 363 quilômetros de Manaus, as oficinas foram realizadas nos dias 6 e 7 de janeiro de 2026. As atividades ocorreram na Associação Pestalozzi, em colaboração com o músico Kerby Groove, e foram direcionadas a crianças e adolescentes. A metodologia empregada incluiu dois dias de intensas atividades teatrais, compostas por jogos, improvisações, exercícios de criação cênica e encenações coletivas, promovendo um ambiente de aprendizado e expressão. Dando continuidade à sua rota, na terceira semana de janeiro, o projeto seguiu para Iranduba, a apenas 27 quilômetros de Manaus, onde as oficinas ocorreram no Lar Terapêutico Ágape, focadas em homens jovens, adultos e idosos em processo de reabilitação, oferecendo suporte e ferramentas de ressocialização através da arte. Posteriormente, em Rio Preto da Eva, a 57 quilômetros da capital, as atividades beneficiaram homens e mulheres no Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz, ampliando o alcance transformador do teatro. A relevância dessas oficinas para a promoção da inclusão social e a democratização do acesso à linguagem teatral foi enfaticamente destacada pela coordenadora do projeto, Jackeline Monteiro. Ela explica que "todo o processo das oficinas formativas desenvolvidas nesses espaços busca possibilitar que o teatro chegue a públicos que, muitas vezes, não têm acesso a essa linguagem artística, criando oportunidades de escuta, expressão e fortalecimento coletivo", sublinhando o inegável poder transformador da arte. O projeto, uma iniciativa do Coletivo Allegriah, está solidamente fundamentado na metodologia do Teatro do Oprimido, desenvolvida pelo renomado Augusto Boal, e representa um desdobramento da pesquisa de mestrado da própria coordenadora, vinculada à Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Complementando essa visão, Leandro Lopes, arte-educador e oficineiro, reforçou os amplos benefícios da metodologia, salientando sua capacidade singular de estimular a reflexão coletiva e o reconhecimento do território pelos participantes. “O Teatro do Oprimido permite que cada participante se reconheça como sujeito ativo da cena e da própria história, fortalecendo vínculos comunitários e a participação social”, pontuou Lopes, enfatizando o engajamento cívico que a arte pode inspirar. As atividades realizadas em janeiro de 2026 são, portanto, uma continuidade de um trabalho já consolidado, que incluiu ações anteriores em Novo Airão, abordando temáticas cruciais como a preservação ambiental e o território amazônico, e em Manaus, onde as oficinas no Centro Espírita Casa do Caminho culminaram, em dezembro, na montagem e apresentação do espetáculo “Um Sonho de Natal”, evidenciando a profundidade e a abrangência das iniciativas culturais do projeto em todo o estado.

Comentários

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Você receberá um e-mail para confirmar seu comentário.

Carregando comentários...