O Banco Master e suas ligações políticas: a cortina de fumaça contra o BC

O colunista Carlos Andreazza, em artigo no Estadão, critica a tentativa de desviar o foco da fraude do Banco Master para o Banco Central, qualificando-a como uma "cortina de fumaça". Ele argumenta que o esquema fraudulento do Banco Master foi profundamente alicerçado em conexões políticas e atos de corrupção, envolvendo governadores e senadores. O texto detalha como fundos previdenciários de estados como Rio de Janeiro e Amapá foram desviados para o banco, destacando a participação de figuras políticas na viabilização dessas operações fraudulentas bilionárias.

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O Banco Master e suas ligações políticas: a cortina de fumaça contra o BC
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Uma análise profunda de Carlos Andreazza, publicada no jornal O Estado de S. Paulo, desvenda as intrincadas ligações políticas por trás do escândalo do Banco Master e questiona a recente onda de críticas direcionadas ao Banco Central. O colunista argumenta que a pressão sobre o BC, que culminou na determinação do TCU para uma inspeção na autoridade monetária, funciona como uma "cortina de fumaça" estratégica para encobrir a verdadeira natureza criminosa e as amplas conexões políticas que permitiram a prosperidade fraudulenta do banco. Segundo Andreazza, o caso Master não poderia ter alcançado a escala que atingiu sem a participação ativa e decisiva de políticos eleitos, cujas ações foram cruciais para o esquema bilionário que lesou o sistema financeiro nacional. A desqualificação do Banco Central, portanto, é apresentada como uma tática de defesa que busca desviar a atenção dos verdadeiros responsáveis pela fraude. (Fonte: Estadão) O artigo de Andreazza detalha as ramificações políticas do escândalo, citando o envolvimento de importantes figuras e instituições estaduais. Ele destaca a participação do Banco Regional de Brasília (BRB) e seu presidente, Paulo Henrique Costa, que teria negociado bilhões em papéis do Master. A influência do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, é questionada, sugerindo que a troca no comando do BRB não o isenta de responsabilidade. Similarmente, o texto aborda o desvio de mais de um bilhão de reais do Rioprevidência, o fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro, para o Banco Master, apontando a influência do governador Cláudio Castro. Essas transações, segundo o colunista, jamais prosperariam sem o aval e as ordens de comando de figuras políticas de alto escalão, reforçando a tese de um esquema enraizado na corrupção e no abuso de poder. (Fonte: Estadão) Um ponto crucial da análise, com implicações regionais diretas, é a menção explícita ao fundo previdenciário do Estado do Amapá. Andreazza revela que milhões de reais dos servidores amapaenses foram injetados no Banco Master, caracterizando o ato como uma "perdição". Ele associa essa decisão ao padrinho político do responsável pela autorização, o senador Davi Alcolumbre. Esta revelação é particularmente relevante para a região amazônica, pois demonstra como decisões políticas nacionais e a influência de políticos federais podem ter um impacto financeiro direto e significativo nos cofres e na segurança dos fundos de pensão de estados vizinhos ao Amazonas. O autor reitera que o Banco Master não teria alcançado tal magnitude de fraude, incluindo contratos milionários com familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal e consultorias controversas, sem a rede de relações políticas que o sustentava e protegia. (Fonte: Estadão)

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