Deputada defende recriação de Ministério da Segurança Pública e nega viés eleitoreiro de Lula, segundo Folha
A deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) defende a recriação do Ministério da Segurança Pública pelo presidente Lula, argumentando que a medida não possui motivação eleitoral, mas visa corrigir o que considera um equívoco da gestão anterior ao unir segurança e justiça. Segundo a parlamentar, a iniciativa é crucial para fortalecer o combate ao crime organizado, que ultrapassa as fronteiras estaduais e internacionais, e demonstra a real preocupação do governo em proteger a população brasileira.
Tucupi

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A deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) afirmou, em declarações à coluna Painel da Folha de S.Paulo, que a eventual recriação do Ministério da Segurança Pública pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva não possui fins eleitoreiros. Segundo Accorsi, que é um dos nomes cogitados pelo setor de segurança do Partido dos Trabalhadores para a futura pasta, a iniciativa presidencial busca desfazer um "equívoco" da gestão passada, que uniu a área de segurança pública com a de Justiça. A discussão sobre o retorno da pasta ganhou força no final do ano anterior, especialmente com a saída do ministro Ricardo Lewandowski, que se opunha à cisão, abrindo caminho para que a proposta enfrente menos resistências no cenário político atual. A parlamentar enfatiza que a decisão do presidente está alinhada com a necessidade de proteger o povo brasileiro, o que, em sua visão, tornará Lula ainda mais popular.
Accorsi reiterou sua defesa pela recriação do ministério, classificando a junção das pastas de Justiça e Segurança Pública como um erro estratégico que não correspondia à centralidade da segurança pública na vida dos cidadãos. Para ela, a desvinculação dessas áreas e a criação de uma pasta dedicada exclusivamente à segurança representam uma ação concreta do governo para enfrentar um dos maiores desafios do país. A deputada ressaltou que a decisão do presidente Lula reflete um compromisso genuíno com a proteção da sociedade, indo além de qualquer cálculo político-eleitoral, e serve como um exemplo a ser seguido pelos governadores em suas respectivas esferas de atuação. A urgência da pauta é amplamente destacada por Accorsi, que vê na nova estrutura um passo fundamental para um enfrentamento mais eficaz da criminalidade.
No que tange aos desafios legislativos, a deputada não acredita que o fato de 2024 ser um ano eleitoral vá impedir a recriação do ministério, tampouco a condição imposta pelo presidente de aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública. Accorsi defende a PEC como uma medida "urgente" e indispensável para combater o avanço do crime organizado no Brasil, cujas raízes e operações se estendem por diversos estados e até mesmo para além das fronteiras nacionais. A legislação atual, instituída pela Constituição de 1988, é considerada desatualizada, uma vez que atribui o combate à criminalidade quase que exclusivamente aos estados. Essa fragmentação impede uma resposta eficaz contra facções e grupos criminosos que operam de forma interestadual e internacional, necessitando, portanto, de uma coordenação e fortalecimento em nível federal.
Embora reconheça a prerrogativa do Congresso Nacional de propor alterações à PEC original, a deputada Adriana Accorsi sublinha a importância de manter-se fiel aos princípios mais relevantes do texto, como o fortalecimento da Polícia Federal, a integração das forças de segurança e o compartilhamento de informações cruciais para o combate ao crime. Tais medidas são vistas como essenciais para dotar o Estado brasileiro de ferramentas mais robustas e coordenadas no enfrentamento de um problema que afeta diretamente a vida em todas as regiões do país, incluindo estados como o Amazonas e municípios como Manaus, que enfrentam desafios complexos relacionados à segurança pública e à presença de organizações criminosas de caráter transnacional e interestadual. A iniciativa, portanto, representa uma mudança estrutural com impacto direto na capacidade de resposta dos estados frente à criminalidade organizada, visando uma proteção mais efetiva da população.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/01/lula-nao-esta-preocupado-com-eleicao-ao-recriar-ministerio-da-seguranca-diz-deputada.shtml
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