Centro Cultural Palácio da Justiça: Um Legado Histórico e Artístico Vivo em Manaus
O Centro Cultural Palácio da Justiça (CCPJ) em Manaus é um patrimônio histórico e arquitetônico do Amazonas, inaugurado em 1900 e tombado em 1980. O espaço, que reflete a arquitetura clássica do período da borracha, é atualmente aberto à visitação pública e promove intensamente as artes por meio de exposições, espetáculos musicais, teatro, cinema e palestras, consolidando-se como um dos principais polos culturais da capital amazonense.
Tucupi

Destaque
Manaus, no coração do Amazonas, orgulha-se de abrigar um dos mais significativos patrimônios arquitetônicos e culturais da região: o Centro Cultural Palácio da Justiça (CCPJ). Este icônico edifício, que outrora serviu como sede do Poder Judiciário, transcendeu sua função original para se consolidar como um vibrante polo de efervescência artística e cultural. Atualmente, o CCPJ está aberto à visitação pública, convidando residentes e turistas a explorar sua rica história e a mergulhar em um diversificado leque de atividades culturais. O local se destaca como um epicentro para a promoção das artes, oferecendo um palco privilegiado para exposições visuais, espetáculos musicais de variados gêneros, peças teatrais que cativam a imaginação, sessões de cinema que enriquecem a experiência cultural e ciclos de palestras que estimulam o debate e o conhecimento. Sua relevância para o cenário cultural amazonense é inegável, reafirmando o compromisso de Manaus com a preservação e difusão de sua herança artística, conforme informações disponíveis na plataforma oficial de cultura do estado.
A trajetória do Centro Cultural Palácio da Justiça remonta ao início do século XX, com sua inauguração oficial em 21 de abril de 1900, em um período de grande prosperidade econômica impulsionada pelo ciclo da borracha. Esta obra centenária é um testemunho eloquente da grandiosidade arquitetônica da época, exibindo um estilo renascentista que se harmoniza com a opulência dos edifícios clássicos europeus. Sua imponência é marcada por detalhes meticulosamente planejados e materiais importados, como os portões de ferro fundido vindos de Glasgow, na Escócia, e a pedra de Liós, de Lisboa, utilizada nas calçadas e escadarias. O reconhecimento de seu valor histórico e artístico culminou em seu tombamento como Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Amazonas em 1980, garantindo sua perpetuação para as futuras gerações.
Ao adentrar o Palácio, os visitantes são imediatamente transportados para um ambiente de beleza e sofisticação. O teto do hall, revestido em estuques, e as paredes que imitam mármore, criam uma atmosfera majestosa. A escadaria principal, um dos pontos altos da edificação, é adornada com um guarda-corpo metálico, arcos dourados e seis hermas ou cariátides, também importadas de Lisboa, demonstrando o requinte da época. O mobiliário centenário, incluindo um relógio carrilhão da década de 1920 com estrutura de jacarandá baiano e maquinário suíço, e lustres originais de bronze e cristais, complementa a experiência, oferecendo uma janela para o passado. A última grande restauração, realizada em 2002, assegurou a conservação desses elementos preciosos, permitindo que o público continue a apreciar a integridade e a beleza deste marco cultural de Manaus, cujas informações detalhadas podem ser encontradas na fonte original (https://cultura.am.gov.br/espacos-culturais/centros-culturais/centro-cultural-palacio-da-justica/).
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